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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

COMO ESCOLHER SUA PRIMEIRA BIKE

Já se foram os anos em que comprar uma bike de qualidade era uma tarefa quase impossível no Brasil. Com a globalização e a abertura das importações no início da década de 90, temos uma gama imensa de modelos que atendem a todos os bolsos e gostos.


As opções são tantas que a escolha pode se tornar difícil para quem vai começar a pedalar. O mercado oferece modelos speed, mountain bikes, híbridas, dobráveis, confort, lazer, aro 26, aro 27,5, aro 29, com suspensão na frente, suspensão total etc.

Escolher o modelo ideal é importante principalmente para não jogar dinheiro fora e para tirar o máximo proveito da bicicleta.

Elaboramos um pequeno guia para auxiliar as pessoas que vão adquirir a primeira bicicleta, com foco nos modelos que podem ser utilizados por iniciantes, por isso, bicicletas de uso mais restrito, como os modelos específicos para triathlon, bicicross, downhill e outras modalidades mais radicais não serão abordados nesse guia.


PASSO A PASSO

1 – O primeiro passo é definir para que você quer comprar uma bicicleta. Há pessoas que investem milhares de reais numa bicicleta simplesmente porque o amigo comprou uma bicicleta de última geração. Há quem precise de uma bicicleta para usá-la como meio de transporte para o trabalho, escola ou faculdade. Outros vão comprar por ordem médica como forma de perder peso, outros para entrar ou manter a forma. Seja qual for o motivo, é bom ter em mente que essa é uma decisão bem individual.

O que é bom para os outros pode ser muito ruim para você. O que é importante para alguém pode ser totalmente desnecessário para você. Considere, inclusive, a opção de adquirir uma bike usada. Nesse caso, escolha a dedo uma bicicleta de “garagem”, que comprovadamente tenha tido pouquíssimo uso e tenha preço atraente.

2 – Mas, talvez o mais importante, seja definir o uso que pretende fazer da bike. Diferentes usos exigem diferentes bicicletas, simples assim. Se você mora numa cidade litorânea, repleta de ciclovias à beira-mar e pretende pedalar a maior parte do tempo nessa área, você vai precisar de uma bicicleta bem diferente de alguém que mora numa cidadezinha encravada numa região montanhosa e que vai pedalar em estradas de terra na zona rural. A mesma lógica vale para quem é apaixonado por ciclismo, mora numa região com boas estradas e quer apenas pedalar no asfalto.

3 – Identifique o seu perfil. Se você quer uma bike exclusivamente para lazer, para pedalar em parques com a família, dar uma volta na ciclovia aos domingos para desestressar, fique longe das bikes de competição, nesse caso uma bike mais simples – do tipo híbrida ou comfort bike – já está de bom tamanho.

Se na infância você andou muito de bicicleta, parabéns! Isso vai te ajudar e muito a voltar a pedalar e possivelmente em poucos meses você terá evoluído rapidamente para participar de passeios e outros eventos ciclísticos.

Nesse caso, a compra de um modelo mais leve e com componentes melhores pode ser uma boa pedida.

Da mesma forma, pessoas com mais aptidão física, que já são praticantes de outros esportes (futebol, corrida a pé, natação etc), podem investir em uma bicicleta que possa ser usada em competições. São bicicletas mais caras, mas que certamente trazem componentes melhores e mais duráveis.

Já os mais sedentários levarão mais tempo para entrar em forma e mais tempo para evoluir: portanto, uma bicicleta mais básica, num primeiro momento, pode ser o ideal.

Pessoas com menos flexibilidade terão mais dificuldade em se adaptar com as bicicletas de ciclismo, também chamadas de speed ou road. Indivíduos acima do peso vão precisar de uma bike robusta, com componentes de qualidade.

4 – Pesquise. Leia bastante sobre o assunto e troque ideias com quem pedala. Quanto mais informações reunir sobre o tema, melhor será na hora de decidir pela compra.

5 – Bicicletas devem ser compradas em lojas especializadas, também chamadas de bike shops, sob os cuidados de um profissional que oriente na escolha. A grande maioria das cidades brasileiras tem pelo menos uma boa loja de bicicleta. Se na sua cidade não há nenhuma loja assim, vale a pena dar um pulo numa cidade de maior porte e visitar algumas lojas.

6 – Assim como sapatos, bicicletas também têm tamanho e é fundamental comprar a bike no tamanho certo. Certifique-se do tamanho certo para você antes de efetuar a compra. Um bom profissional saberá indicar o tamanho de quadro correto para seu tipo físico.

O ideal é que você faça um pequeno teste drive se estiver em dúvida quanto ao tamanho. Se você for tiver acima de 1,85m ou abaixo de 1,65m, fique atento, pois as bicicletas nacionais de recreação e lazer vêm todas num tamanho padrão e podem ser um problema. Algumas marcas e modelos, normalmente as mais caras, estão disponíveis numa ampla grade de tamanhos.

Tabela básica – altura do ciclista x tamanho da bicicleta



Atenção: os tamanhos acima são baseados em médias. É recomendado que você faça um teste drive para comprar na certeza.

7 – Na hora de fechar negócio, vale a dica: invista na melhor bicicleta que seu dinheiro puder alcançar. Vale muito a pena investir num bom produto que só vai te trazer benefícios, saúde e alegria. Uma bike de R$ 6 mil certamente oferece mais benefícios que uma de R$ 2 mil.

8 – É importante. antes de sair para a compra, definir claramente qual a faixa de preço da bicicleta. Chegar na loja com o tipo, o modelo e a faixa de preço já definidos facilita bastante a escolha final do produto. Pense bem: se você tem R$ 3 mil disponível para gastar, poupe o tempo do vendedor que quer te vender uma bike de R$ 8 mil. Lembre-se de reservar parte de sua verba para adquirir os acessórios e vestuário, como bermudas, as luvas, os óculos e, claro, o indispensável capacete.

9 – Negocie com calma. Pechinchar faz parte de qualquer negociação. As bicicletas têm preços definidos pelos fabricantes e importadores, mas sempre há uma margem de negociação com a loja, seja num desconto à vista, seja nas opções de parcelamento ou nos brindes que podem acompanha a bicicleta como capacetes, bolsa de selim, uma bomba, um agrado.

10 – A marca da bicicleta pode ser definida na hora, de acordo com seu gosto, cores, grafismo etc. Os componentes (marca das peças) são praticamente os mesmos usados em todas as marcas.

Praticamente toda loja oferece uma revisão gratuita após 30 dias de uso. Essa revisão é importante para ajustar os freios e os câmbios e para um reaperto geral; aproveite para tirar eventuais dúvidas.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Faça você mesmo - Passo a passo para uma lubrificação rápida dos cabos

Já tomou aquela chuva bem no meio da estrada ou da trilha? Aquelas fortes que molham tudo e que descem pelos cabos e até bloqueiam o funcionamento do câmbio? Quem já enfrentou isso sabe como é. O câmbio deixa de funcionar pois os cabos não deslizam mais dentro dos conduites. Na maioria dos modelos de bikes, você mesmo soluciona o problema em questão de minutos! Veja abaixo:

1 - Espere até que a bike esteja 100% seca;

2 - Coloque a coroa do meio, ou a menor coroa no caso das speed, e mude para a maior catraca atrás;


3 - Com a bike parada e sem girar os pedais, acione o shifter (passador) como se mudasse para a menor catraca, para criar uma folga no cabo. Agora com as mãos você é capaz de desencaixar o conduite dos suportes no quadro e deixar o cabo à mostra. Comece pela extremidade que entra diretamente no câmbio, lá trás. Dependendo do modelo de bike (seja mtb ou speed) você conseguirá ter lubrificar quase toda a extensão do cabo;


4 - Limpe e seque o cabo com um pano embebido em querosene para se livrar da graxa velha, da lama, sujeira e da umidade;

5 - Com a ponta dos dedos espalhe um pouco de graxa branca. Se não tiver graxa branca, use óleo de motor de carro. Use pouco, não precisa exagerar! Se preferir pode deixar escorrer um pouco de óleo onde não foi possível lubrificar com as mãos;



6 - Reinstale os conduites nos suportes do quadro e está pronto. Gire os pedais mudando as marchas várias vezes para o óleo agir e logo tudo vai voltar a funcionar direitinho!;

7 - Agora é a vez do câmbio dianteiro. Mude a corrente para a coroa maior. Sem pedalar acione o shifter (passador) para mudar para a coroa menor e criar uma folga no cabo;

8 - Proceda exatamente como na lubrificação do câmbio traseiro;

Isso é apenas uma manutenção básica pós-chuva ou quando o acionamento do câmbio está duro, não dispensando os cuidados periódicos de uma revisão com um profissional qualificado. O mecânico além de inspecionar os cabos lubrificará também todo o conjunto interno dos shifters e fará a regulagem geral de sua bike!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

5 Dicas para não secar na Trilha: Mitos e Verdades

Ciclistas, como todo atleta, precisam de muito líquido. Assim começam as recomendações e teorias de quanto beber durante um passeio ou treino. Além do quanto o que beber.


As indústrias de suplementos adoram fornecer estudos e mais teorias, todas apontando para beber mais e, claro, o seu produto. Mas para clarear isso, uma revista americana consultou alguns especialistas e abaixo temos o resumo da conversa.

#1

Mito: Reponha tudo que você perder

Por muitos anos a recomendação era pesar no fim de uma corrida ou passeio de bike tanto quanto no começo, ou seja, beber tudo que você suou. Mas o corpo não consegue absorver líquidos na mesma velocidade do que perde. Portanto se você tentar fazer isso vai ter que dar umas paradinhas.

Verdade: Reponha parte do que foi eliminado por transpiração.

Beba 75% do que você sua durante uma corrida longa. Para fazer isso primeiro você precisa saber sua taxa de sudorese. Ou seja, saber quanta água você coloca pra fora por hora. Para fazer isso, basta se pesar antes e depois de um treino de uma hora. Não se esqueça de descontar a água que você tomar durante esse teste. Com esse valor em mãos, você saberá o quanto tomar de água a cada hora de treino.

#2

Mito: Beber o que der pouco antes de partir

Você só vai conseguir arrumar umas paradas a mais no caminho. Como foi dito antes o corpo demora um pouco para absorver os fluídos.

Verdade: Beba ao longo do caminho

Ingira 500 ml de alguma bebida esportiva uma ou duas horas antes da corrida. Esse tempo é o suficiente para o corpo absorver o que precisa e eliminar o resto. Depois dois ou três goles de isotônico a cada 15 ou 20 minutos durante a corrida.

#3

Mito: Cafeína desidrata

A cafeína já foi demonizada de várias maneiras, inclusive como diurética. Assim, consumi-la durante a corrida faria você perder mais líquidos e aumentar o estresse pelo calor com o aumento dos batimentos cardíacos e o metabolismo.

Verdade: Cafeína só aumenta a queima de carboidratos.

Uma pesquisa revelou recentemente que a cafeína não faz você ir mais vezes ao banheiro do que outra bebida. Também não influencia nos efeitos do calor na trilha. Ao contrário, a cafeína faz você sentir melhor. Diminui sua percepção de cansaço e faz você ir mais longe. A universidade de Birmingham, na Inglaterra, observou que ela faz os carboidratos de uma bebida para esportistas serem queimados 26% mais rápidos dos que o de uma que não tenha cafeína na fórmula. Ela faz a glucose ser absorvida mais rapidamente pelo intestino.

#4

Mito: Você precisa mais proteína

Inicialmente, as bebidas para esportistas eram essencialmente carboidratos. Mas com o tempo a proteína achou uma maneira de se enfiar no meio apoiado num estudo que dizia que a combinação dos dois melhorava a resistência, mais do que só carboidratos.

Verdade: Você precisa de muito pouca proteína.

Recente pesquisa com 10 atletas percorrendo um circuito de 80 km mostrou que o rendimento dos que usaram bebidas só com carboidrato foi o mesmo dos que usaram os combinados de carboidrato e proteína. E esses dois grupos tiveram rendimento superior aos que beberam água aromatizada. E ainda, se você é um ciclista de longa distância, muito provavelmente irá comer algo durante o trajeto, isso já será suficiente para o pouco de proteína que pode precisar.

#5

Mito: Hidratação durante o exercício é um mandamento Divino.

Ora, isso é o que as empresas que vendem isotônicos que você pense para estar sempre com a garrafinha deles na mão, mesmo que seja para uma volta no quarteirão.

Verdade: O importante é beber água todo o dia e de forma regular

O mandamento da natureza é estar em dia com a hidratação. Isso quer dizer, beber água ao longo do dia. Uma pessoa só se desidrata fazendo exercícios moderados se não tem o hábito de beber água sempre, mesmo quando não esta com sede. Se você se mantém hidratado, não correrá o risco de uma desidratação em um passeio moderado. A regrinha dos 8 copos diários é uma boa base.

Fonte: bikedica.com.br

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

O que é mountain bike e como funciona essa modalidade do ciclismo?

Quem entra para a galera do pedal descobre um novo mundo. Com tantos lugares para explorar e modalidades diferentes, o ciclismo se torna mais do que um esporte: acaba virando um estilo de vida. Por isso, é importante conhecer bem cada prática e entender quando ela é diferente do ciclismo convencional. Por exemplo, você sabe o que é mountain bike? Acha que é a mesma coisa que ciclismo? 


No artigo a seguir, descubra como essa prática é parecida, mas não é bem ciclismo. Veja também algumas de suas modalidades e o que você precisa saber antes de iniciar nesse esporte. Boa leitura! 

O que é mountain bike? 

O mountain bike — conhecido também como mountain biking ou MTB —, é um ciclismo de montanha. Seu objetivo é transpor terrenos irregulares naturais ou artificiais. Ou seja, usando uma mountain bike — bicicleta especializada —, o mountain biker pode praticar o esporte em lugares como: 

  • estradas; 
  • trilhas; 
  • matas; 
  • fazendas; 
  • ladeiras. 

Também é importante saber que essa modalidade não é recente. Já na década de 1950, a prática se iniciava no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. John Finley Scott é considerado o primeiro entusiasta do esporte, fazendo modificações em sua bicicleta para o ciclismo off-road, em 1953. Mais tarde, em 1979, ele se tornou um dos investidores da MountainBikes, empresa iniciada por Gary Fisher, Tom Ritchey e Charlie Kelly — também pioneiros no esporte e na produção de bicicletas especializadas.  


Mountain bike e ciclismo

Diante disso, é fundamental notar que o mountain bike é uma modalidade de ciclismo, mas se difere do que se conhece por ciclismo tradicional. Sendo assim, as duas práticas têm semelhanças e diferenças.

Como semelhança, os equipamentos e roupas usados pelo ciclista também servem para o mountain biker; visando o conforto e proteção durante a prática. Já como diferença, está o próprio terreno onde se pedala e o tipo de bicicleta. Nesse caso, a mountain bike é mais versátil e desenvolvida especialmente para resistir a percursos acidentados. 


Quais as modalidades do mountain bike? 

Com a popularização da prática, o mountain bike se desenvolveu e surgiram várias modalidades do esporte. Veja algumas delas a seguir. 


  • cross-country — circuito difícil, cheio de subidas e descidas em terrenos acidentados;
  • trip trail — nessa maratona, os percursos são longos e ocorre em estradas de terra;
  • singletrack — trilha em lugares inóspitos e com muitos obstáculos naturais; 
  • downhill — altamente arriscada, é uma descida em alta velocidade;
  • freeride — é o downhill adaptado para cidades e lugares com solo irregular, com mais obstáculos;
  • eliminator — circuito menor e com mais obstáculos que o cross-country; nele, os atletas são eliminados até a disputa final; 
  • four cross — com terreno inclinado, o circuito apresenta obstáculos que precisam ser transpostos por 4 competidores. 


Como começar no mountain bike? 

Para quem quer começar a pedalar, precisa se preparar. Além de saber o que é mountain bike, é importante ter atenção a outros aspectos para tornar a pedalada segura e eficiente. 


Faça uma avaliação física e médica 

Como você viu, o mountain bike é uma modalidade que exige muito esforço. Cheia de obstáculos e terrenos difíceis, é fundamental estar com a saúde em dia para praticá-la. Mesmo que no começo você não vá arriscar modalidades mais agressivas, é preciso um condicionamento físico básico. Sendo assim, é indicado fazer uma avaliação médica e física, antes de começar a pedalar. 


Escolha a sua mountain bike 

Para começar o mountain bike, você precisa de uma bicicleta apropriada ao esporte. Ela deve ser segura, leve, resistente e flexível. Além disso, quanto mais confortável você estiver nela, melhor se sentirá. Sendo assim, vale fazer alguns testes e pesquisar modelos. 


Conforme você avança no esporte, deve ir adaptando a bike. Isso quer dizer, se preocupar com a qualidade e desempenho dos freios, além de procurar melhores materiais. Por exemplo, você pode escolher um quadro de cromo-molibdênio — se o objetivo for flexibilidade — ou investir em um modelo com suspensão nas duas rodas, se for praticar downhill.  


Adquira os equipamentos certos 

Além da bike certa, nunca negligencie equipamentos de segurança. Assim como no ciclismo convencional, o uso de equipamentos básicos não só traz conforto, como também protege você durante todo o percurso. Alguns deles são: 

  • capacete; 
  • óculos de proteção; 
  • luvas. 

Além disso, geralmente você estará no meio da natureza. Isso quer dizer que outros itens também são importantes. Por isso, é sempre bom estar com: 

  • água; 
  • celular; 
  • barrinhas ou outras comidas leves; 
  • um pequeno kit de primeiros socorros; 
  • um pequeno kit de reparos para bike. 

Pode parecer muita coisa, mas em um lugar inóspito pode fazer toda a diferença. Além disso, é sempre bom conhecer a região ou estar com um mapa e, pelo menos, ir com mais uma pessoa. Já se o percurso for longo ou você encarar uma viagem, os cuidados são ainda maiores. 

Não se esqueça da roupa ideal 

Para praticar ciclismo ou mountain bike, o cuidado com as roupas é o mesmo. Afinal, é preciso estar confortável e seguro — seja em um percurso longo ou curto. Para isso, a escolha da sua roupa vai fazer toda a diferença. Por exemplo, é ela que ajuda a manter a temperatura do corpo e a evitar assaduras. Dessa forma, você pode escolher diversas opções:

  • camisas térmicas — que protegem do vento e também podem ter proteção UV;
  • calça de ciclismo — peça ideal para viagens ou maratonas em lugares inóspitos e frios;
  • bermuda — fácil de lavar, garante conforto e impede a proliferação de bactérias pelo suor;
  • bretelle — dá mais segurança e praticidade durante a pedalada;
  • forro — um item essencial, é ele que dá conforto ao corpo em contato com o selim. 

Agora que você já sabe o que é mountain bike, fica fácil entrar para a galera do pedal. Independentemente da modalidade que você escolher, basta se preparar com condicionamento físico adequado, bons equipamentos e a roupa certa para pedalar nos lugares mais inóspitos e até entrar em competições! 


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Fonte: blog.cycle7.com.br

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Quero começar a pedalar. Como iniciar no ciclismo? Confira 9 dicas

“Quero começar a pedalar, mas como posso iniciar no ciclismo?”. Muitas pessoas que desejam se aventurar sobre duas rodas possuem dúvidas em como introduzir a atividade em sua vida. Felizmente, não é preciso ter uma superbike e nem ter extrema resistência física para começar a pedalar. Com algumas dicas, você aprenderá como começar no ciclismo de forma gradual.

O ciclismo é uma atividade física que atrai muitos praticantes em todo o mundo. O motivo? O exercício traz um verdadeiro “combo” de benefícios aos seus praticantes: andar de bicicleta emagrece, melhora a resistência muscular, traz baixo impacto às articulações e oferece benefícios à saúde mental.

Só de ler algumas das principais vantagens do exercício, é provável que você já se sinta motivado a praticar, não é mesmo? Se a resposta for positiva, siga a leitura e confira 3 dicas para começar a pedalar.


1. Comece mesmo sem ter praticado nenhuma atividade física

O cenário é previsível: você deseja começar a pedalar, mas há muitos anos não pratica nenhum tipo de atividade física. Assim, começar a praticar ciclismo parece ser algo distante de suas capacidades, um verdadeiro desafio. No entanto, não se engane: até mesmo pessoas sedentárias podem andar de bicicleta.

Comece aos poucos, pedalando em áreas planas da cidade, como ciclovias e parques. Fique atento a como o seu corpo responde aos primeiros minutos ou horas da pedalada. Lembre-se de não exagerar e não sobrecarregar o seu corpo. Os pedais devem evoluir de forma gradual, com o tempo e a regularidade, você conseguirá pedalar cada vez uma distância maior e com menos fadiga muscular.


2. Tenha os acessórios adequados

Não há como negar que os acessórios adequados fazem toda a diferença durante o pedal. Por isso, de início, dê preferência para adquirir aquelas peças verdadeiramente indispensáveis, como o capacete e bermuda para ciclismo com forro.

O capacete de ciclismo é item obrigatório para ciclistas iniciantes e de níveis avançados, pois previne possíveis danos de quedas ou de acidentes entre a bicicleta em trilhas e mesmo contra automóveis. Sempre o utilize, até mesmo em passeios realizados em locais mais calmos.

Já a bermuda de ciclismo com forro evita possíveis lesões decorrentes dos treinos. Uma boa bermuda ou bretelle de ciclismo protege o corpo contra o impacto do selim, elimina o acúmulo de suor e o calor durante o exercício e ajuda na proteção das pernas em uma eventual queda.


3. Prepare um “kit” sobrevivência

Ter um kit sobrevivência consigo é importante até mesmo em trajetos curtos. Carregue uma garrafinha de água para hidratar e tenha algo para comer, como uma fruta ou barrinha de cereal. No início, você entenderá como o seu corpo funciona e, para evitar sustos, é importante ter alguns itens na mochila.

Também não deixe de ter sempre em mãos ferramentas para realizar pequenos consertos, como uma bomba de ar, chaves apropriadas, um kit remendo e câmara de ar. Se você estiver em um lugar mais afastado ou pensa em fazer uma trilha, esses itens são ainda mais indispensáveis. Além de ter os equipamentos, você deve aprender a fazer manutenções de emergência.

Trocar pneu, substituir a câmara furada e ajustar o câmbio ou freios são habilidades básicas se você deseja se aventurar nos pedais. Esses problemas são comuns durante o pedal e, para não ter que depender de outras pessoas ou esperar ajuda, é melhor aprender a solucionar essas questões. Dessa forma, você consegue solucionar uma grande gama de problemas que possam surgir.


4. Cuide da sua segurança durante a prática

Até esse ponto, você já conhece os acessórios básicos de segurança, como uso de capacete e luvas, não é mesmo? No entanto, existem outros equipamentos que garantem maior proteção enquanto você pedala, reforçar esses aspectos é fundamental, bem como a atenção e devida precaução nos trajetos de bike.

O uso de roupas com cores chamativas e material reflexivo é o mais indicado para que você se destaque entre veículos e pedestres. Além disso, colocar luzes sinalizadoras tanto na parte traseira quanto na dianteira da bike também são alertas. Existem também adesivos refletores e campainha de alerta que podem ser aplicados na sua bicicleta para indicar a sua presença.

Para uma prática mais formal — principalmente se você quer evoluir e começar a participar de trilhas e competições — os aparatos tecnológicos são essenciais. Medidores de velocidade, tempo, distância e até um monitor de batimentos cardíacos podem ser muito úteis, assim como o uso de GPS.


5. Escolha uma bicicleta apropriada

Esse é um dos fatores primordiais antes de começar a atividade física. Afinal, a bike será o seu instrumento para deslocamentos e, caso não seja apropriada para isso, poderá render dores de cabeça. Então, pesquise e converse com quem tem mais experiência para saber qual bicicleta é mais aconselhada para quem é iniciante, já que investir em um modelo de última geração pode ser um gasto desnecessário nesse momento.

Antes de tudo, é preciso considerar o tipo de ciclismo que você quer praticar. É ciclismo em trilhas? Ou ciclismo urbano em ruas, parques e ciclovias? Tudo isso deve ser pensado antes da compra. Lembre-se também que a beleza não é tudo, aquela bike linda nem sempre será a ideal para você. Por isso, confira o desempenho dos freios, suspensão, tipo de pneu e outros fatores.

São várias as possibilidades e você precisa pensar também no seu biótipo, como peso e altura. Assim, a bicicleta escolhida oferecerá o máximo de conforto para a sua pedalada, assim como evitará dores indesejadas por não estar adequada. Fazer ajustes específicos, como o bike fit, também é uma boa pedida.


6. Evite locais perigosos e desconhecidos

É natural querer explorar lugares quando você começa a pedalar. Contudo, é recomendável pedalar apenas por locais que você tem familiaridade, sobretudo quando se está iniciando nos pedais. Procure por trajetos que você já conheça, dê preferência a ciclovias e ciclofaixas.

Dessa maneira, você começa a se acostumar com a atividade e a ganhar confiança, além de se adaptar à bike e aos acessórios. Aos poucos, quando você for ganhando confiança no que está fazendo, comece a percorrer lugares mais tranquilos, que tenham pouco movimento e o fluxo de veículos seja menor.

No Google Maps já é possível encontrar quais regiões possuem ciclovias. Portanto, aproveite a facilidade que a tecnologia agrega e pesquise por locais ideais para você pedalar com mais segurança. Assim que você tiver mais experiência, será mais fácil explorar outros espaços.


7. Respeite sempre os seus limites

Por mais que o ciclismo seja uma atividade que dá uma sensação maravilhosa de liberdade em que o vento no corpo estimula a pedalada, não esqueça de respeitar seus limites físicos. Pessoas que fazem quilometragens longas não começaram percorrendo grandes distâncias, e você também não deve ser assim!

Por mais que seja bom superar suas próprias metas, conhecer seus limites evitará desgaste físico, fadiga e dores musculares que podem comprometer seu treinamento nos próximos dias. Mas não é só com as distâncias que você precisa se preocupar, o ritmo da pedalada também é importante. Pedalar mais forte fará com que você canse mais rápido e, além disso, nem sempre as bikes voltadas para iniciantes aguentam movimentos mais fortes.

Portanto, para aproveitar ao máximo essa experiência é melhor ir devagar no começo, somente após passar por um período de adaptação aos equipamentos e do seu próprio corpo é que você poderá ir mais rápido. Até por que você não quer ter que parar no meio da pedalada para pedir ajuda de alguém por não estar bem, certo?


8. Mantenha uma distância segura dos veículos

Se você já tem confiança suficiente para andar no meio do trânsito, é preciso ter muito cuidado para evitar acidentes ou quedas. Dependendo da velocidade em que você estiver pedalando, qualquer contato com um veículo, meio-fio ou qualquer objeto pode levar você ao chão e causar machucados graves.

Mesmo que intuitivamente você comece a andar mais perto do meio-fio para ficar mais distante dos veículos, observe se o distanciamento realmente é seguro. Os ciclistas são mais vulneráveis em meio ao trânsito, e é por isso que os cuidados devem ser redobrados. Andar muito rente à beira da rua só fará com que os carros comecem a fazer mais pressão para que você se afaste. Para ter mais segurança, procure não andar na contramão e transite em locais menos movimentados. Ou, se preferir, é possível até mesmo buscar por trilhas fora da cidade para ficar longe do trânsito.

O Artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que a distância mínima entre os veículos e ciclistas deve ser de 1,5 metro. Esse espaço foi determinado para dar mais segurança aos ciclistas e impedir possíveis acidentes. Caso você esteja com um grupo de ciclismo, manter o distanciamento lateral, na parte traseira e dianteira, também é fundamental, além de que todos devem estar pedalando no mesmo ritmo.


9. Invista em roupas adequadas para ciclistas

Além da bike ser adequada, as roupas apropriadas são essenciais para começar a pedalar. Com a vestimenta certa, você terá mais comodidade e conseguirá fazer os movimentos sem dificuldades. Existem vários modelos no mercado, como camisas, bermudas e bretelles criadas especialmente para ciclistas.

Essas roupas aumentam o desempenho, pois evitam que você canse e ainda ajudam na transpiração, pois o suor evapora com rapidez. Os tecidos são específicos e possuem forro que garantem mais conforto e evitam problemas como assaduras. Dessa forma, a sua performance será melhor e você ainda terá mais segurança.

Conseguiu tirar suas dúvidas de ciclismo como começar? Não há segredos para iniciar na atividade, basta adquirir roupas e equipamentos certos, assim como se deve ter força de vontade. Quando você já sabe como começar a pedalar, é só manter o cronograma de treinos até atingir o nível desejado!

Então, gostou das dicas mencionadas em nosso artigo? Se você está em busca de roupas adequadas, confira 4 dicas para escolher a bermuda ideal!


Fonte: blog.cycle7.com.br

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Capacetes

A primeira e mais importante observação da compra do capacete é o selo de qualidade. O selo de aprovação, que garante que ele passou nos testes.


Conforme pesquisa junto ao INMETRO ficou constatado – infelizmente – que no mercado nacional não existe nenhuma marca com selo do órgão regulador. E que a companhia também não tem máquinas adequadas para tal teste. Apenas para capacetes de motos.

Sendo assim, fomos obrigados a usar capacetes importados com grande referência no mercado que são vendidos no nosso país.

Depois de analisado e escolhida a marca do capacete, você deve verificar o tamanho ideal. Diversas marcas trabalham com um formato universal, desenvolvido pelo fabricante Bell Helmets:

XS (X-small) = extra pequeno / em torno de 47cm a 50cm de diâmetro
S (small) = pequeno / em torno de 51cm a 55cm
M (medium) = médio / em torno de 55cm a 59cm
L (large) = grande / em torno de 59cm a 63cm
XL (X-large) = extra grande / 63cm a 66cm

* Algumas marcas gostam de “despadronizar” essas medidas, acrescentando 1cm em cada tamanho. Então, prestem mais atenção nessas medidas.

:: Como saber a medida correta

Para saber qual o tamanho ideal, recomenda-se o uso da fita métrica para medir o diâmetro. Ela deve ser guiada no centro da testa, passando aproximadamente dois dedos acima da orelha, contornando a cabeça até encontrar a outra ponta.

* Caso não tenha uma fita métrica, use um barbante e depois meça com uma régua no plano.

Descoberta a sua medida, analise o tamanho. Pois diversas pessoas têm circunferências diferentes: arredondados ou ovalizados. Caso essa medida não fique compatível, verifique outro tamanho e até mesmo outra marca. No mercado ciclístico existem capacetes com essas duas formas.

:: Atenção

Não é aconselhável o uso de um capacete na medida exata. Sempre procure algo confortável. Principalmente que depois de um tempo de pedal, a temperatura, pressão e suor tendem a dificultar o conforto. Causando aperto na cabeça.

:: Formato de algumas marcas

Bell – redondo
Giro – oval
Specialized – oval (um pouco menos do que o Giro)
Lazer – oval
Cat Lite – redondo
Cratoni – redondo

:: Como regular o capacete

O capacete foi projetado para ficar centralizado e acomodado no ciclista. O primeiro passo é ajustar as fitas, para que não fiquem tortas ou dobradas.

Os capacetes que possuem regulagens atrás devem ser regulados como o primeiro passo. Apertando-lhe por trás, o ciclista deve verificar a melhor fixação para que não mova.

Feito isso, vem o feixe. As fitas que passam pela orelha formando o “V” ou o “Y”. O feixe nunca deve estar apertado ou rente na orelha. No mínimo um dedo para baixo.

Por que nunca rente na orelha?

Porque em caso de queda ou batidas em galhos nas trilhas, as tiras do capacete não machucarão a orelha. Para mulheres, não é recomendado uso de brincos grandes.

O ajuste de aperto também deve levar em conta, a segurança. Para não enforcar ou até mesmo sair da cabeça da pessoa. Deixe sempre uma folga no glote de aproximadamente 2 dedos, ou que não deixe que o feixe ultrapasse o queixo.

Mesmo ajustado, faça um movimento de positivo e negativo com a cabeça para conferir o ajuste.

Como citamos acima, algumas marcas de capacetes possuem ajustes extras na parte anterior da cabeça. Esse tipo de auxílio reforma mais ainda a segurança do ciclista.

Fonte: clubedeciclismosjc.com.br

sábado, 18 de novembro de 2023

Meias de ciclismo: Por que Usar?

 Muito se engana quem pensa que meia de ciclismo se trata de uma peça de vestuário somente visual.

A meia é poder.


Quando pedalamos nossos pés tendenciam a inchar, seja de tênis ou sapatilha. E é justamente aí que a meia de ciclismo vai te ajudar a aproveitar muito mais a sua bike.

Veja neste post as vantagens e benefícios de utilizar meias específicas para pedalar.

Costura

Os modelos mais legais possuem um acabamento em que a costura torna-se praticamente invisível e imperceptível, assim quando estiver em sua bicicleta você não sentirá o desconforto causado pelas meias tradicionais, que são mais grossas.

Comprimento

Seja com cano curto, médio ou longo a meia é bem democrática. Muitos ciclistas sentem-se mais a vontade com modelos mais alongados ou mais curtos e o que não falta são opções.

Segurança

Algumas possuem detalhes refletivos para ajudar o ciclista a ser visto em pedaladas noturnas ou com baixa luminosidade.


Visual

Muitos ciclistas utilizam as meias para imprimir visualmente seu estilo, seja através das cores, mensagens ou estampas que muitos modelos possuem.


Material

A maioria dos modelos utiliza fios de elastano e poliamida.

As meias possuem painéis respiráveis que proporcionam um tratamento para a transpiração e deixam os pés secos.

Conforto e durabilidade

Os fios são dispostos em direções diferentes do restante da meia na região dos dedos e calcanhar, fazendo com que a modelagem se torne muito mais anatômica e acompanhe o desenho dos pés. Esta característica também prolonga a durabilidade, impedindo o desgaste.


Tamanho e numeração

Seja para os pés de tamanho menor até as numerações mais altas, as meias de ciclistas estão disponíveis em diversas opções.

Nada de usar um tamanho maior ou menor, ok?

Aproveite tudo que sua meia pode te oferecer.

Compressão

As meias de ciclismo possuem uma ligeira compressão, que ajuda com o inchaço dos pés e fazendo com que a circulação seja muito melhor.

Há modelos inclusive que proporcionam compressão também na panturrilha.

Mas antes de partir para este tipo de modelo, converse com seu médico.

Meia é conforto e saúde!

Qual marca escolher?

Marcas como Hupi, Pitch, FreeForce, Mauro Ribeiro e Marcio May são algumas das responsáveis por trazer as melhores meias do mercado a ciclistas de todas as modalidades e estilos.

Dica: a meia de ciclismo é um dos presentes mais versáteis e certeiro para se presentear um(a) ciclista.

Além do valor super acessível e o benefício que elas trazem nas pedalas não tem erro!

Fonte: brciclismo.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2022

GUIA COMPLETO: QUAIS SÃO OS TIPOS DE GUIDÃO E COMO ESCOLHER

Uma peça simples, mas que faz a diferença no pedal. Leia aqui tudo o que você precisa saber sobre os tipos de guidão, para que eles servem e como escolher.

Como ciclistas, estamos sempre correndo atrás de uma boa performance. Mas, e se eu disser a você que o seu desempenho também depende dos tipos de guidão? É isso mesmo! Essa peça que parece simples, é tão importante na bike quanto o jogo de marchas, pneus ou altura do selim.

Ficou curioso? Então vamos lá! Preparei um guia completo que irá lhe ajudar na hora de comprar ou trocar o volante da sua bicicleta. Aqui você conhecerá os tipos de guidão, quando usá-los e como escolher aquele que se encaixa com o seu pedal. Boa leitura!

TIPOS DE GUIDÃO: PORQUE É TÃO IMPORTANTE



Uma peça simples e que pode até parecer comum, o guidão é um dos principais componentes de uma bike. Mais do que direcionar o trajeto, ele garante o equilíbrio e conforto do ciclista. Por isso, se o seu intuito é melhorar a performance, velocidade ou mesmo viajar, não tenha dúvidas de que conhecer os tipos de guidão e escolher o modelo certo vai lhe ajudar a chegar lá.

Fabricado com diferentes materiais como o aço, carbono e alumínio, cada direção irá oferecer a sua melhor aplicação. Logo, os tipos de guidão existem para atender às diversas necessidades do ciclismo e, por isso, são tão importantes. Um equipamento feito para MTB, não terá o mesmo desempenho que um guidão de estrada e vice-versa. Seja na esfera profissional ou lazer, pequenos detalhes neste acessório irão influenciar na sua performance. Por isso, o grande segredo para uma boa escolha é ter em mente a modalidade em que você irá pedalar.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE GUIDÃO E QUANDO USÁ-LOS


Entender as suas necessidades e quais são os tipos de guidão será essencial para melhorar seus resultados no pedal. Mas encontrar essas informações reunidas nem sempre é fácil. Bom, não era. Abaixo você irá conhecer cada modelo de guidão e quando deve usar na sua bike. Vem comigo!

GUIDÃO FLAT



Reto ou, no nome original, flat. Esse tipo de guidão é o mais tradicional dentro do MTB. Foi um dos primeiros a ser fabricado, quando as bicicletas dessa modalidade começaram a ser feitas em série. Leve e estreito, ele chamava atenção por permitir mais velocidade e leveza aos trajetos. Hoje, tem cedido lugar para modelos que absorvem melhor o impacto.

Por ser longo e com marcação graduada nas extremidades, o flat costuma ser usado por quem faz percursos com subidas íngremes. É a escolha ideal para trechos apertados. Sua leveza e posição agradam tanto os ciclistas do Cross-country quanto os de Downhill. Isso porque este modelo oferece mais rigidez e segurança na direção. Entre os pontos fortes do flat estão a leveza, agilidade e performance por um preço mais baixo. Além disso, ele oferece uma pressão menor na região da lombar, o que pode ser bom para alguns pilotos. 

Entretanto, se você precisa de conforto, este não está entre os tipos de guidão ideais. Voltado para o pedal recreativo e de mountain bike, ele não é uma boa pedida para trilhas de alta velocidade. Também não é indicado para Enduro ou modalidades mais extremas. Mas, se você quiser muito usar esse modelo, busque um que se adeque ao seu estilo de pedalar. 

Dica: escolha modelos de guidão flat que tenham uma leve curvatura nas pontas, para dentro. Isso irá deixá-lo mais próximo de suas mãos e mais confortável durante a pedalada. 

GUIDÃO RISE



Se você pedala há algum tempo, com certeza já teve um destes. O rise está entre os tipos de guidão mais usados no mundo. Porém, nem todos sabem que ele tem esse nome. Utilizado tanto para passear quanto para competir, ele é um pouco mais alto do que o flat. Sua leve curvatura central  torna sua posição confortável e permite que o piloto mantenha o corpo em uma posição verticalizada durante as descidas. Por isso ele é o modelo mais indicado para mountain bike. Este volante de bicicletas também garante um maior controle durante a pedalada, compensando os atritos nos solos mais difíceis.

Entre as vantagens do rise, podemos destacar o seu corpo um pouco mais largo. Essa estrutura robusta oferece controle do equipamento em percursos e garante mais conforto aos pulsos. É o motivo destes tipos de guidão serem os preferidos entre os ciclistas que enfrentam trajetos íngremes em alta velocidade. Outro destaque curioso é que a maior parte dos modelos deste guidão conta com marca de corte em suas pontas. Isso permite que o ciclista adapte a peça ao tamanho que preferir. Porém, esse procedimento irreversível deve ser feito com muita certeza e cuidado. 

Mesmo com tantos benefícios, precisamos ser claros. O rise tende a ter um valor mais alto e a ser mais pesado. Se a sua pedalada for em trechos mais estreitos e subidas, ele pode acabar se tornando um empecilho. Com uma curvatura leve, este equipamento oferece apenas o básico do conforto e da aerodinâmica. Mas, na hora de investir nesse tipo de guidão, não há segredo. Escolha um modelo que seja do seu gosto e atenda suas necessidades no pedal. Seja ganho de performance, treinos leves, entre outros objetivos.

GUIDÃO ROAD



Com um nome que significa “estrada” em inglês, entender qual é o intuito do road é fácil. Ideal para quem gosta de aventuras e viagens, estes tipos de guidão oferecem conforto. Com uma vasta opção de posição de mãos, ele permite que todas as suas partes sejam utilizadas pelo ciclista. Além disso, conta com extremidades curvadas e pontos de apoio que oferecem descanso para as mãos e facilitam as subidas. 

Um dos mais recomendado para a estrada, alguns modelos do guidão road são encontrados no formato achatado. Este é um detalhe que faz toda a diferença na hora de garantir uma melhor aerodinâmica e conforto.  

GUIDÃO BORBOLETA



Com um formato diferenciado, o guidão borboleta recebe este nome por ter um desenho que lembra as asas deste inseto. Uma das primeiras opções para os pedais longos e cicloviagens, sua estrutura grande e curva oferece muitos pontos de contato. O resultado é um pedal cheio de conforto para as suas mãos. Então, se você viaja de bike esse é um dos tipos de guidão mais recomendados, pois alivia os músculos em trajetos de muitas horas seguidas. Dessa forma, ele é usado para bikepacking e ajuda a evitar lesões nas mãos.  

GUIDÃO DROP



Alta velocidade em poucos giros de pedal. Estes são os drop bars, o guidão preferido por quem pedala na estrada. Sua posição aerodinâmica é um dos principais pontos que ajudam na performance. Boa parte dos resultados das road bikes é conquistado por causa destes tipos de guidão. Seu design ganha destaque por aliar versatilidade e boa alavancagem com um visual agradável e moderno. Ah e, além de tudo isso, os drop bars oferecem um posicionamento para pedaladas com mais força.

Com três tipos de pegada, esse guidão facilita o pedal em subidas, planos e na hora de fazer sprints mais agressivos. A primeira pegada é em cima, como se fosse uma mountain bike, tornando as subidas mais fáceis. A segunda é embaixo e deixa o corpo do ciclista agachado, ideal para cortar o vento. Enquanto isso, a terceira pegada é ao final do guidão, onde não há as alavancas de freio e marcha. É desse jeito que o guidão proporciona seu modo mais agressivo. A dica é usá-lo para sprints em áreas em que não será preciso frear tão cedo. Por serem indicados para speed, os drops, não são uma boa opção para um pedal mais tranquilo. Exigindo mais do ciclista, um guidão desses não é a melhor ideia para exercícios leves e relaxados.

GUIDÃO BULLHORN 


Com formato semelhante ao chifre de um touro, o bullhorn está no mercado para atender a demanda das bicicletas fixas. Ou seja, aquelas que não rodam livres para trás. Como essa categoria gira em velódromos, competições urbanas e bike polo, esse desenho de guidão não atrapalha o controle. E, ainda, garante muito estilo para passear pela cidade. Focando em agilidade, estes tipos de guidão permitem que o ciclista permaneça em posição abaixada, facilitando a aerodinâmica do movimento. Por isso, é ideal para quem deseja pedalar mais intensamente e com velocidade. Devido à sua leveza, também é uma ótima pedida para subidas.  

Para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, esse tipo de guidão não é o mais indicado. Grande, seu design pode causar esbarros inesperados em objetos ou pessoas. Além disso, por ter um comprimento central menor, sua direção não é a mais estável.

GUIDÃO TRIATHLON


Se o seu objetivo é competir, seu guidão ideal é o triathlon. Desenvolvido para ciclistas profissionais, o modelo aerodinâmico conta com uma riqueza de detalhes que garantem o melhor desempenho. Levemente elevado, seu posicionamento resistente mantém o ciclista confortável do início ao fim do percurso. Por isso, se você busca por tipos de guidão que possam elevar seu nível em performance, aproveite todos os benefícios do triathlon.

GUIDÃO COMFORT 


Ideal para bicicletas de passeio e uso na cidade, o comfort faz parte da linha rise. Porém é muito mais curvo e alto. Assim, a postura do ciclista na bicicleta fica mais ereta e evita dores na coluna, pescoço e lombar. Feito para curtir passeios sem ter pressa de voltar, o grande diferencial destes tipos de guidão é o conforto. Eles deixam o ciclista praticamente sentado enquanto pedala. Esse modelo pode ser usado em bicicletas urbanas e nas caiçaras – bikes sem marchas, feitas para andar em terrenos planos.

GUIDÃO CRUISER


Uma versão extrema do guidão comfort, o cruiser bars também é chamado de guidão caiçara. Longo e alto, ele possui o clássico formato que aparece em filmes nas bicicletas de passeio. São ideais para pedalar em locais planos, no campo, na rua, na beira da praia ou em ciclovias. Proporcionando um enorme conforto, ele permite que o ciclista relaxe e se mantenha sentado durante o trajeto. Assim você pedala e aproveita o passeio com estilo. Como é um guidão para bikes de passeio, ele não favorece subidas e descidas. Portanto, estes tipos de guidão não são indicados para modalidades radicais como mountain bike e speed.

Dica: quer deixar o passeio ainda melhor? Invista em equipamentos e acessórios! O quadro certo, um selim confortável, além de outros equipamentos irão enriquecer a sua experiência no pedal. Outro item que faz a diferença no visual é a cestinha. Acoplada ao guidão, ela permite carregar objetos e aumentar ainda mais sua liberdade. 

EM MEIO A TANTOS TIPOS DE GUIDÃO, COMO ESCOLHER?


Como você viu, existem vários tipos de guidão. Todos se encaixam em qualquer modelo de bicicleta, porém, cada um cumpre uma finalidade específica. Portanto, antes de escolher o seu, é preciso considerar alguns pontos. Agora que você já conhece os modelos de guidão, dê uma olhada nessas dicas para refletir antes da sua escolha.   

  • Escolha o modelo conforme a atividade que será desenvolvida na bike;
  • Considere o trajeto que será feito, subidas, descidas, tempo e tipo de percurso;
  • Fique atento ao tamanho da bicicleta, equipamentos, acessórios e seus componentes;
  • Se comprar presencialmente, faça um teste antes e confira se você se sente confortável ao pedalar;
  • Conte com alguém especializado para ajudá-lo na escolha. Por exemplo, um profissional de bike fit, pode lhe indicar qual é o modelo mais adequado. 
  • Coloque seus objetivos como ciclista e conforto sempre em primeiro lugar. Só assim você irá encontrar entre os tipos de guidão, aquele que atende suas necessidades com o melhor desempenho. Boa jornada! 








quinta-feira, 21 de abril de 2022

Glossário do ciclista: fique por dentro da conversa na hora do pedal

O mundo das bikes é recheado de gírias peculiares. Para que você não se perca, elenquei as principais neste glossário do ciclista. Boa leitura!

A cena é clássica. Você está pedalando por aí, encontra alguns ciclistas no caminho e começa a conversar. Só que, de repente, a comunicação do grupo fica tão técnica que até parece que virou outra língua! Calma, essa situação é mais comum do que você imagina. O mundo do pedal é recheado de frases e gírias bem peculiares. Para ajudar você a entender e não ficar de fora de nenhum bate-papo, preparei o glossário do ciclista.

Neste conteúdo você confere quais as palavras mais usadas pelos amantes da bicicleta. Além disso, quais são seus significados e muito mais. Que tal uma prévia?

  1. Entendendo o glossário do ciclista.
  2. Conhecendo os tipos de palavras.
  3. Glossário do ciclista.

Viu só? Em poucos tópicos, colocarei você por dentro do dialeto das bikes. Continue comigo e aproveite, boa leitura!

1.  ENTENDENDO O GLOSSÁRIO DO CICLISTA

O Brasil é um país enorme. Nossa cultura é variada e o povo, criativo. Por isso, ao visitar as regiões do país, mudamos não somente de paisagem, mas também o sotaque e as gírias. Logicamente, toda essa variação linguística não ficaria de fora do mundo das bikes. Com o tempo e o fortalecimento do ciclismo como cultura, foi desenvolvida uma linguagem própria e coloquial para quem pedala. Se formos considerar as palavras que vêm do inglês, tudo isso se torna mais abrangente ainda.

Seja você um iniciante ou até mesmo um entusiasta experiente, é comum uma dúvida aparecer quando gírias desconhecidas surgem. Afinal, são tantas! Por isso, vale muito a pena conhecer as palavras mais usadas por quem pedala. Com isso em mente, decidi escrever o glossário do ciclista. Aqui você encontrará as gírias, expressões e termos mais usados no dia a dia em cima da bicicleta. Vamos lá!

2.  CONHECENDO OS TIPOS DE PALAVRA

Podemos separar os termos utilizados no pedal em 3 categorias, sendo elas: gírias, técnicas e estrangeiras. Cada uma corresponde à origem de um determinado grupo de palavras do glossário do ciclista. Veja só o que elas significam:

  • Gírias: de forma geral, as gírias são os termos ou apelidos dados para os itens e situações que fazem parte da vida do ciclista. Se você nunca ouviu ninguém falando camelar, atacar ou torcer o cabo, morder o guidão ou algo do tipo, fique tranquilo que já vou explicar tudinho sobre o que significa.
  • Termos técnicos: essa categoria está relacionada àquilo que envolve os componentes, acessórios e partes de uma bicicleta. Além disso, aqui podemos encontrar títulos de campeonatos, tipos de prova e, dependendo da modalidade, os nomes de manobras.
  • Palavras estrangeiras: assim como qualquer esporte, o glossário do ciclista possui muitas palavras com origem do inglês ou outras línguas — como o francês e italiano. Por isso, não é raro vermos um ciclista falando sobre cross, mountain bike, endurance, entre outros.

3.  GLOSSÁRIO DO CICLISTA DE A — Z

Agora que você já sabe porque existe o glossário do ciclista e qual é a origem de suas gírias e palavras, é hora conhecê-lo, na prática. Confira abaixo uma lista completa com os termos mais usados por quem roda de bike.

PALAVRAS COM A LETRA A

Afogado

Quando o ciclista força muito a pedalada e fica sem fôlego, não conseguindo manter o ritmo.


Andar na roda

Ficar atrás de outro ciclista ou grupo, próximo da roda, para aproveitar o vácuo e a menor resistência do ar.


Atacar

O ataque consiste em aumentar a velocidade repentinamente para superar um obstáculo ou se distanciar dos competidores.


Alavanca de câmbio

Componentes para trocar as marchas da bike.


Alforje

Bolsa especial que se prende geralmente ao bagageiro da bicicleta.


Alumínio

Liga metálica utilizada na fabricação de peças, acessórios e de quadros.


Aro

Componente da roda da bicicleta que serve para encaixar os pneus e onde ficam os raios.


PALAVRAS COM A LETRA B

Balança traseira

Peça e liga a roda traseira com o quadro.


Back side walk over

Manobra própria da modalidade bike trial que consiste em superar um obstáculo empinado.


Bar End ou chifrinho

Peça que se fixa no extremo do guidão e que serve para melhorar o desempenho e a comodidade do ciclista.


Bater guidão

Disputa entre dois ciclistas. 


Bike Tria

Modalidade que consiste em superar obstáculos, que podem ser naturais ou artificiais, no menor tempo possível e sem colocar os pés no chão.


BMX ou Bicicross

Modalidade que consiste numa corrida com obstáculos num circuito fechado e que, atualmente, é uma das mais populares.


Bob, Bunny Hop ou Bunny Up

Manobra onde o ciclista levanta a roda dianteira e logo depois a traseira dando um salto.


Botar a cara no vento ou puxar

Sair do vácuo e pedalar à frente de um grupo enfrentando a resistência do ar para estabelecer o ritmo ou ajudar os ciclistas que estão atrás.


PALAVRAS COM A LETRA C

Cadência

Número de giros que o pedivela faz por minuto, também chamado RPM (Rotações por minuto).


Camelar

Quando o ciclista tem que ficar muito tempo puxando o pelotão para ajudar o companheiro.


Câmbio

Mecanismo responsável pelo movimento da corrente sobre as engrenagens e coroas para trocar as marchas na bicicleta.


Cassete, K7 ou Catraca

Sistema para ajudar na pedalada e forma parte da transmissão.


Caramanhola ou squeeze

Garrafinha de água específica para ciclistas carregada no quadro da bicicleta.


Cavalo

Ciclista que pedala num ritmo bastante forte ou cumprimento do pé (sola do pé) até a virilha, tamanho do cavalo.


Chain Stay

Tubo na parte traseira do movimento central que liga o eixo traseiro com o quadro.


Cross Country

Uma das modalidades mais populares de esporte de bicicleta, onde os ciclistas devem percorrer um número de voltas no menor tempo possível.


Colocar a cara no vento

Pedalar à frente de um grupo, contra a resistência do ar.


Comprar terreno

Expressão usada quando um ciclista caiu da bicicleta.


Coroa

Engrenagem do pedivela, que serve para trocar de marchas acomodando a corrente em diferentes posições.


Coroão

Engrenagem maior do pedivela. Usada em situações de maior velocidade.


Coroinha

Engrenagem menor do pedivela. Usada em subidas, por diminuir a força aplicada no pedal.


PALAVRAS COM A LETRA D

Dar na cabeça

Aceleração forte de um ciclista, na tentativa de se distanciar do grupo.


Dar roda

Pedalar à frente de um grupo, contra a resistência do ar, facilitando aos ciclistas que estão atrás.


Dínamo

Antigo sistema transformador da energia mecânica das rodas em energia elétrica.


Downhill

Modalidade de esporte em bicicleta onde os ciclistas descem um percurso no menor tempo possível.


Down Tube

Tubo estrutural que une a caixa de direção ao movimento central.


PALAVRAS COM A LETRA E

Enrolar o cabo

Pedalar na maior velocidade possível.


Entortar o pescoço

Acontece quando o ciclista está tão exausto que começa a perder a postura na bicicleta.


Encaixado

Pedalar atrás de um ciclista ou grupo, para reduzir seu próprio esforço contra a resistência do ar, cansando menos.


Endurance

Estilo de pedalada que enfatiza a resistência num ritmo determinado durante certo tempo, que, em geral, costuma ser longo.


Escondido

Pedalar atrás de um ciclista ou grupo, para reduzir seu próprio esforço contra a resistência do ar, cansando menos.


PALAVRAS COM A LETRA F

Fuga

Ação de acelerar para se distanciar do grupo com a finalidade de assegurar a vitória, ganhar tempo ou obter vantagem.


Full Suspension

Bicicleta com suspensão dianteira e traseira.


PALAVRAS COM A LETRA G

Garfo

Peça que une a roda dianteira com o quadro da bicicleta, importante na direção e conforto.


Giro

Pedalar com uma cadência mais alta, sem fazer muita força nos pedais.


Grupeto

Grupo pequeno de ciclistas que se ajudam para manter velocidade e terminar uma corrida, mesmo que longe da disputa principal pela vitória.


Gregário

Atletas abdicam do sucesso pessoal para servir a equipe e ao líder.


Guidão

A direção da bike.


PALAVRAS COM A LETRA H

Hard Trail

Bicicleta sem suspensão traseira.


PALAVRAS COM A LETRA K

KOM ou QOM

Do inglês King of the mountain ou Queen of the mountain, significa rei ou rainha da montanha. Designa aquele ciclista que tem o melhor desempenho nas subidas.


PALAVRAS COM A LETRA L

Lanterninha

Ciclista que fica sempre para trás. 


PALAVRAS COM A LETRA M

Macaquinho

Câmbio.


Manete

Mecanismo localizado no guidão do lado das alavancas de câmbio e serve para o acionamento dos freios.


Manopla

Componente localizado nas extremidades do guidão que servem de apoio às mãos do ciclista para maior conforto e aderência.


Martelar os pedais

Fazer muita força nos pedais, geralmente com uma cadência mais baixa.


Morder o guidão

Pedalar forte inclinando o corpo para frente, com o objetivo de ganhar mais velocidade e aerodinâmica.


PALAVRAS COM A LETRA P

Panela

Buraco grande na estrada.


Pangaré

Ciclista fraco, sem preocupação com desempenho. Termo usado de forma pejorativa.


Passista

Atleta que consegue manter um ritmo forte durante um longo tempo.


Pelotão

Grupo grande de ciclistas pedalando juntos e se revezando para aproveitar a menor resistência do ar.


Pedivela

Alavanca que suporta os pedais, coroas e engrenagens e transmite a força dos pedais para a corrente.


Pinhão

Engrenagem do cassete da roda traseira.


Prego

Situação de extrema falta de energia, geralmente associada à alimentação/hidratação insuficientes ou à exaustão após trajetos longos.


Pro

Qualquer item que seja mais próximo do ciclismo profissional. Também pode se referir ao ciclista profissional.


PALAVRAS COM A LETRA Q

Quadro ou movimento central

Estrutura principal da bicicleta onde encaixam quase todas as peças como os câmbios, o guidão, entre outros.


Quebrar

Perder desempenho bruscamente.


Queimou as pernas

Ficou fraco, cansou.


PALAVRAS COM A LETRA R

Revezar

Revezar na liderança de um grupo para ajudar a vencer a resistência do ar.


Rolê

Passeio de bike.


Rotação

Velocidade de ciclos nos pedais. É a quantidade de voltas que cada pedal dá em intervalos.


PALAVRAS COM A LETRA S

Selim

Banco da bicicleta.


Single Track

Seção muito estreita da trilha onde apenas um ciclista pode passar por vez.


Sobrar

Não conseguir aguentar o ritmo de outro ciclista ou grupo e ficar para trás.


Suspa

Suspensão da bike.


Sprint ou tiro

Aceleração repentina para ultrapassar um ciclista, geralmente nos momentos finais de um percurso.


PALAVRAS COM A LETRA T

Tiro

Aceleração da velocidade da bicicleta por um período curto de tempo, aplicando bastante força aos pedais.


Transmissão

Sistema composto por coroas, câmbios, corrente, cassete, pedivela e movimento central, responsável por transformar a força da pedalada do ciclista no movimento das rodas.


Tubo de direção, tubo ou espiga

Peça do garfo dianteiro que une o garfo com o suporte do guidão.


PALAVRAS COM A LETRA U

U-Lock

Tipo de trava para bicicletas em formato de U, considerada uma das melhores do mercado.


PALAVRAS COM A LETRA V

V-Brake

Freio mais comum de encontrar nas bicicletas atuais, similar ao cantilever, mas mais eficiente.


Volantão

Engrenagem maior do pedivela. Usada em situações de maior velocidade.


Vovozinha

Marcha mais leve da bicicleta, a primeira.


PALAVRAS COM A LETRA X

XCC

Sigla para Cross Country Short Track, um circuito curto e de muita intensidade em que os competidores disputam em média 20 minutos.


XCM

Sigla para Cross Country Maratona, provas de longas distâncias em que o atleta percorre por diversos tipos de terreno, não necessariamente em voltas.


XCO

Sigla para Cross Country Olímpico, circuitos com trechos de trilha, rock gardens, drops, saltos e pump tracks.


PALAVRAS COM A LETRA Z

Zerar

Obter sucesso em manobras ou pistas.

Fonte: blog.blackorangebikes.com.br