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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Faça você mesmo - Passo a passo para uma lubrificação rápida dos cabos

Já tomou aquela chuva bem no meio da estrada ou da trilha? Aquelas fortes que molham tudo e que descem pelos cabos e até bloqueiam o funcionamento do câmbio? Quem já enfrentou isso sabe como é. O câmbio deixa de funcionar pois os cabos não deslizam mais dentro dos conduites. Na maioria dos modelos de bikes, você mesmo soluciona o problema em questão de minutos! Veja abaixo:

1 - Espere até que a bike esteja 100% seca;

2 - Coloque a coroa do meio, ou a menor coroa no caso das speed, e mude para a maior catraca atrás;


3 - Com a bike parada e sem girar os pedais, acione o shifter (passador) como se mudasse para a menor catraca, para criar uma folga no cabo. Agora com as mãos você é capaz de desencaixar o conduite dos suportes no quadro e deixar o cabo à mostra. Comece pela extremidade que entra diretamente no câmbio, lá trás. Dependendo do modelo de bike (seja mtb ou speed) você conseguirá ter lubrificar quase toda a extensão do cabo;


4 - Limpe e seque o cabo com um pano embebido em querosene para se livrar da graxa velha, da lama, sujeira e da umidade;

5 - Com a ponta dos dedos espalhe um pouco de graxa branca. Se não tiver graxa branca, use óleo de motor de carro. Use pouco, não precisa exagerar! Se preferir pode deixar escorrer um pouco de óleo onde não foi possível lubrificar com as mãos;



6 - Reinstale os conduites nos suportes do quadro e está pronto. Gire os pedais mudando as marchas várias vezes para o óleo agir e logo tudo vai voltar a funcionar direitinho!;

7 - Agora é a vez do câmbio dianteiro. Mude a corrente para a coroa maior. Sem pedalar acione o shifter (passador) para mudar para a coroa menor e criar uma folga no cabo;

8 - Proceda exatamente como na lubrificação do câmbio traseiro;

Isso é apenas uma manutenção básica pós-chuva ou quando o acionamento do câmbio está duro, não dispensando os cuidados periódicos de uma revisão com um profissional qualificado. O mecânico além de inspecionar os cabos lubrificará também todo o conjunto interno dos shifters e fará a regulagem geral de sua bike!

terça-feira, 26 de abril de 2022

GUIA COMPLETO: QUAIS SÃO OS TIPOS DE GUIDÃO E COMO ESCOLHER

Uma peça simples, mas que faz a diferença no pedal. Leia aqui tudo o que você precisa saber sobre os tipos de guidão, para que eles servem e como escolher.

Como ciclistas, estamos sempre correndo atrás de uma boa performance. Mas, e se eu disser a você que o seu desempenho também depende dos tipos de guidão? É isso mesmo! Essa peça que parece simples, é tão importante na bike quanto o jogo de marchas, pneus ou altura do selim.

Ficou curioso? Então vamos lá! Preparei um guia completo que irá lhe ajudar na hora de comprar ou trocar o volante da sua bicicleta. Aqui você conhecerá os tipos de guidão, quando usá-los e como escolher aquele que se encaixa com o seu pedal. Boa leitura!

TIPOS DE GUIDÃO: PORQUE É TÃO IMPORTANTE



Uma peça simples e que pode até parecer comum, o guidão é um dos principais componentes de uma bike. Mais do que direcionar o trajeto, ele garante o equilíbrio e conforto do ciclista. Por isso, se o seu intuito é melhorar a performance, velocidade ou mesmo viajar, não tenha dúvidas de que conhecer os tipos de guidão e escolher o modelo certo vai lhe ajudar a chegar lá.

Fabricado com diferentes materiais como o aço, carbono e alumínio, cada direção irá oferecer a sua melhor aplicação. Logo, os tipos de guidão existem para atender às diversas necessidades do ciclismo e, por isso, são tão importantes. Um equipamento feito para MTB, não terá o mesmo desempenho que um guidão de estrada e vice-versa. Seja na esfera profissional ou lazer, pequenos detalhes neste acessório irão influenciar na sua performance. Por isso, o grande segredo para uma boa escolha é ter em mente a modalidade em que você irá pedalar.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE GUIDÃO E QUANDO USÁ-LOS


Entender as suas necessidades e quais são os tipos de guidão será essencial para melhorar seus resultados no pedal. Mas encontrar essas informações reunidas nem sempre é fácil. Bom, não era. Abaixo você irá conhecer cada modelo de guidão e quando deve usar na sua bike. Vem comigo!

GUIDÃO FLAT



Reto ou, no nome original, flat. Esse tipo de guidão é o mais tradicional dentro do MTB. Foi um dos primeiros a ser fabricado, quando as bicicletas dessa modalidade começaram a ser feitas em série. Leve e estreito, ele chamava atenção por permitir mais velocidade e leveza aos trajetos. Hoje, tem cedido lugar para modelos que absorvem melhor o impacto.

Por ser longo e com marcação graduada nas extremidades, o flat costuma ser usado por quem faz percursos com subidas íngremes. É a escolha ideal para trechos apertados. Sua leveza e posição agradam tanto os ciclistas do Cross-country quanto os de Downhill. Isso porque este modelo oferece mais rigidez e segurança na direção. Entre os pontos fortes do flat estão a leveza, agilidade e performance por um preço mais baixo. Além disso, ele oferece uma pressão menor na região da lombar, o que pode ser bom para alguns pilotos. 

Entretanto, se você precisa de conforto, este não está entre os tipos de guidão ideais. Voltado para o pedal recreativo e de mountain bike, ele não é uma boa pedida para trilhas de alta velocidade. Também não é indicado para Enduro ou modalidades mais extremas. Mas, se você quiser muito usar esse modelo, busque um que se adeque ao seu estilo de pedalar. 

Dica: escolha modelos de guidão flat que tenham uma leve curvatura nas pontas, para dentro. Isso irá deixá-lo mais próximo de suas mãos e mais confortável durante a pedalada. 

GUIDÃO RISE



Se você pedala há algum tempo, com certeza já teve um destes. O rise está entre os tipos de guidão mais usados no mundo. Porém, nem todos sabem que ele tem esse nome. Utilizado tanto para passear quanto para competir, ele é um pouco mais alto do que o flat. Sua leve curvatura central  torna sua posição confortável e permite que o piloto mantenha o corpo em uma posição verticalizada durante as descidas. Por isso ele é o modelo mais indicado para mountain bike. Este volante de bicicletas também garante um maior controle durante a pedalada, compensando os atritos nos solos mais difíceis.

Entre as vantagens do rise, podemos destacar o seu corpo um pouco mais largo. Essa estrutura robusta oferece controle do equipamento em percursos e garante mais conforto aos pulsos. É o motivo destes tipos de guidão serem os preferidos entre os ciclistas que enfrentam trajetos íngremes em alta velocidade. Outro destaque curioso é que a maior parte dos modelos deste guidão conta com marca de corte em suas pontas. Isso permite que o ciclista adapte a peça ao tamanho que preferir. Porém, esse procedimento irreversível deve ser feito com muita certeza e cuidado. 

Mesmo com tantos benefícios, precisamos ser claros. O rise tende a ter um valor mais alto e a ser mais pesado. Se a sua pedalada for em trechos mais estreitos e subidas, ele pode acabar se tornando um empecilho. Com uma curvatura leve, este equipamento oferece apenas o básico do conforto e da aerodinâmica. Mas, na hora de investir nesse tipo de guidão, não há segredo. Escolha um modelo que seja do seu gosto e atenda suas necessidades no pedal. Seja ganho de performance, treinos leves, entre outros objetivos.

GUIDÃO ROAD



Com um nome que significa “estrada” em inglês, entender qual é o intuito do road é fácil. Ideal para quem gosta de aventuras e viagens, estes tipos de guidão oferecem conforto. Com uma vasta opção de posição de mãos, ele permite que todas as suas partes sejam utilizadas pelo ciclista. Além disso, conta com extremidades curvadas e pontos de apoio que oferecem descanso para as mãos e facilitam as subidas. 

Um dos mais recomendado para a estrada, alguns modelos do guidão road são encontrados no formato achatado. Este é um detalhe que faz toda a diferença na hora de garantir uma melhor aerodinâmica e conforto.  

GUIDÃO BORBOLETA



Com um formato diferenciado, o guidão borboleta recebe este nome por ter um desenho que lembra as asas deste inseto. Uma das primeiras opções para os pedais longos e cicloviagens, sua estrutura grande e curva oferece muitos pontos de contato. O resultado é um pedal cheio de conforto para as suas mãos. Então, se você viaja de bike esse é um dos tipos de guidão mais recomendados, pois alivia os músculos em trajetos de muitas horas seguidas. Dessa forma, ele é usado para bikepacking e ajuda a evitar lesões nas mãos.  

GUIDÃO DROP



Alta velocidade em poucos giros de pedal. Estes são os drop bars, o guidão preferido por quem pedala na estrada. Sua posição aerodinâmica é um dos principais pontos que ajudam na performance. Boa parte dos resultados das road bikes é conquistado por causa destes tipos de guidão. Seu design ganha destaque por aliar versatilidade e boa alavancagem com um visual agradável e moderno. Ah e, além de tudo isso, os drop bars oferecem um posicionamento para pedaladas com mais força.

Com três tipos de pegada, esse guidão facilita o pedal em subidas, planos e na hora de fazer sprints mais agressivos. A primeira pegada é em cima, como se fosse uma mountain bike, tornando as subidas mais fáceis. A segunda é embaixo e deixa o corpo do ciclista agachado, ideal para cortar o vento. Enquanto isso, a terceira pegada é ao final do guidão, onde não há as alavancas de freio e marcha. É desse jeito que o guidão proporciona seu modo mais agressivo. A dica é usá-lo para sprints em áreas em que não será preciso frear tão cedo. Por serem indicados para speed, os drops, não são uma boa opção para um pedal mais tranquilo. Exigindo mais do ciclista, um guidão desses não é a melhor ideia para exercícios leves e relaxados.

GUIDÃO BULLHORN 


Com formato semelhante ao chifre de um touro, o bullhorn está no mercado para atender a demanda das bicicletas fixas. Ou seja, aquelas que não rodam livres para trás. Como essa categoria gira em velódromos, competições urbanas e bike polo, esse desenho de guidão não atrapalha o controle. E, ainda, garante muito estilo para passear pela cidade. Focando em agilidade, estes tipos de guidão permitem que o ciclista permaneça em posição abaixada, facilitando a aerodinâmica do movimento. Por isso, é ideal para quem deseja pedalar mais intensamente e com velocidade. Devido à sua leveza, também é uma ótima pedida para subidas.  

Para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, esse tipo de guidão não é o mais indicado. Grande, seu design pode causar esbarros inesperados em objetos ou pessoas. Além disso, por ter um comprimento central menor, sua direção não é a mais estável.

GUIDÃO TRIATHLON


Se o seu objetivo é competir, seu guidão ideal é o triathlon. Desenvolvido para ciclistas profissionais, o modelo aerodinâmico conta com uma riqueza de detalhes que garantem o melhor desempenho. Levemente elevado, seu posicionamento resistente mantém o ciclista confortável do início ao fim do percurso. Por isso, se você busca por tipos de guidão que possam elevar seu nível em performance, aproveite todos os benefícios do triathlon.

GUIDÃO COMFORT 


Ideal para bicicletas de passeio e uso na cidade, o comfort faz parte da linha rise. Porém é muito mais curvo e alto. Assim, a postura do ciclista na bicicleta fica mais ereta e evita dores na coluna, pescoço e lombar. Feito para curtir passeios sem ter pressa de voltar, o grande diferencial destes tipos de guidão é o conforto. Eles deixam o ciclista praticamente sentado enquanto pedala. Esse modelo pode ser usado em bicicletas urbanas e nas caiçaras – bikes sem marchas, feitas para andar em terrenos planos.

GUIDÃO CRUISER


Uma versão extrema do guidão comfort, o cruiser bars também é chamado de guidão caiçara. Longo e alto, ele possui o clássico formato que aparece em filmes nas bicicletas de passeio. São ideais para pedalar em locais planos, no campo, na rua, na beira da praia ou em ciclovias. Proporcionando um enorme conforto, ele permite que o ciclista relaxe e se mantenha sentado durante o trajeto. Assim você pedala e aproveita o passeio com estilo. Como é um guidão para bikes de passeio, ele não favorece subidas e descidas. Portanto, estes tipos de guidão não são indicados para modalidades radicais como mountain bike e speed.

Dica: quer deixar o passeio ainda melhor? Invista em equipamentos e acessórios! O quadro certo, um selim confortável, além de outros equipamentos irão enriquecer a sua experiência no pedal. Outro item que faz a diferença no visual é a cestinha. Acoplada ao guidão, ela permite carregar objetos e aumentar ainda mais sua liberdade. 

EM MEIO A TANTOS TIPOS DE GUIDÃO, COMO ESCOLHER?


Como você viu, existem vários tipos de guidão. Todos se encaixam em qualquer modelo de bicicleta, porém, cada um cumpre uma finalidade específica. Portanto, antes de escolher o seu, é preciso considerar alguns pontos. Agora que você já conhece os modelos de guidão, dê uma olhada nessas dicas para refletir antes da sua escolha.   

  • Escolha o modelo conforme a atividade que será desenvolvida na bike;
  • Considere o trajeto que será feito, subidas, descidas, tempo e tipo de percurso;
  • Fique atento ao tamanho da bicicleta, equipamentos, acessórios e seus componentes;
  • Se comprar presencialmente, faça um teste antes e confira se você se sente confortável ao pedalar;
  • Conte com alguém especializado para ajudá-lo na escolha. Por exemplo, um profissional de bike fit, pode lhe indicar qual é o modelo mais adequado. 
  • Coloque seus objetivos como ciclista e conforto sempre em primeiro lugar. Só assim você irá encontrar entre os tipos de guidão, aquele que atende suas necessidades com o melhor desempenho. Boa jornada! 








domingo, 25 de abril de 2021

Pedalou na chuva? Veja o que fazer depois

ALGUNS CUIDADOS SÃO NECESSÁRIOS DEPOIS DE
PEGAR CHUVA NO PEDAL



Confira abaixo o que fazer:

Chegando em casa, dê um trato na bike. A sujeira, principalmente a lama, ao secar, adere à pintura e às peças da bicicleta. Se você deixar para limpar mais tarde, vai ser bem mais difícil de remover, e pode danificar a bicicleta. Lave bem a bicicleta com água e retire todos os vestígios de sujeira que você encontrar.

Faça o mesmo com suas roupas de ciclismo. Quanto mais tempo manchas de barro ficarem no tecido, mais difícil vai ser para tirar. Deixe-as de molho por algumas horas com um detergente neutro, para que o resultado após a lavagem seja melhor. É recomendável que roupas de lycra mais delicadas não sejam lavadas na máquina, mas sim à mão. E tome cuidado com roupas impermeáveis; para que não percam este fator impermeável é necessário não utilizar produtos ou técnicas que possam danificá-los.

O capacete pode ser lavado com um pouco de sabão, e com as mãos. Não, ele não deve ir para a lavadora de louças. Os óculos podem ser imersos na água. E cuide bastante para tirar toda a lama sem arranhar as lentes. Esfregue-as só depois de ter tirado toda a lama com água abundante. Sapatilhas de ciclismo também devem ser lavados manualmente.

Ao limpar a bicicleta, dê atenção para a corrente e engrenagens. Porque é aqui, pela graxa ou lubrificante que carrega, que a sujeira mais gruda. Use um bom desengraxante e remova toda a graxa também. Depois de tudo seco, é só fazer a lubrificação.

Por último, tire um tempinho para peças frágeis e peças com conexões elétricas. Computador de bordo, ou motor e baterias, se você usar uma e-bike, bem como peças da engrenagem eletrônica. São peças sensíveis que, claro, não devem ser lavadas com água sob pressão. Use uma escovinha de dentes molhada com um pouco de sabão neutro. Depois, seque o melhor que puder com papel.

Fonte: revistabicicleta.com

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Qual a melhor relação de marchas para MTB? Qual sua preferida?

Antigamente, comprar uma Mountain bike ou um novo grupo de marchas era relativamente simples, afinal, todos os fabricantes apostavam na relação com três coroas para suprir o pequeno número de pinhões disponíveis. Todavia, com o avanço da tecnologia, hoje contamos com grupos de até 11 pinhões traseiros, abrindo caminho para o uso de duas ou até uma coroa. Por isso selecionamos algumas dicas básicas para ajudar você na escolha da melhor relação de marchas para MTB conforme o seu tipo de pedal.


Cassete
Via de regra, quanto menor o número de coroas, maior deve ser a amplitude do cassete, que é a diferença entre a marcha mais leve e a mais pesada. Em coroas triplas, por exemplo, cassetes 11-36 e até 11-32 são bastante comuns. 

Já nas coroas únicas, encontramos cassetes com pinhões que vão de 10 até 42 dentes.

Todavia, mesmo com mais marchas, cassetes com intervalo maior costumam apresentar uma diferença maior entre seus pinhões, dificultando a manutenção da cadência perfeita.


Eficiência fisiológica
Quando o assunto é cadência, seu corpo tem uma janela de trabalho que deve ser respeitada. Algumas pessoas toleram bem grandes variações de rotação, já outras terão melhor desempenho em uma faixa mais estreita de giros. Para saber isso, basta reparar se você troca de marcha constantemente sempre em busca da rotação ideal ou não. Se você vive “caçando marcha”, talvez seja melhor optar por duas ou três coroas e um cassete de menor amplitude.

Terreno e força
Subidas muito íngremes e descidas em estradão são apenas duas situações em que o uso de uma coroa apenas pode não ser a melhor opção, principalmente se você não tiver pernas para empurrar uma marcha mais pesada morro acima. Se o seu pedal incluir muitas variações de terreno, opte por duas ou mais coroas.


Simplicidade
A grande vantagem da coroa única é a simplicidade. Em provas de cross country, por exemplo, esse tipo de sistema dispensa as lentas e imprecisas trocas dianteiras, algo extremamente útil quando encontramos uma subida super inclinada logo depois de uma curva fechada em descida. Nesse tipo de situação, trocar da coroa grande para a pequena é muito mais difícil do que simplesmente subir várias marchas no cassete.

Amplitude
Embora em duas ou mais coroas haja o problema do cruzamento das marchas, que sempre deve ser evitado, elas oferecem maior variação entre a marcha mais leve e a mais pesada. Na imagem abaixo, representamos esse conceito graficamente. 


Se você utiliza duas ou mais coroas atualmente, faça o seguinte teste: com base no gráfico abaixo, simule a marcha mais leve e a mais pesada que você teria utilizando apenas uma coroa. Se completar o pedal sem muitas dificuldades, talvez eliminar o câmbio dianteiro seja uma boa opção.


Opinião do Biker
Acredito que a definição de qual relação deva ser usada também depende muito de como você utilizará a bicicleta: se o uso é mais urbano, recomendaria ter no mínimo 2 coroas, preferencialmente 3, para se ter marchas para todas as situações, sem grandes variações (no mínimo 2x10 ou 3x8; coroa x cassete).

Por outro lado, se a intenção é treinar forte e/ou competir, considere usar 1x10 ou 1x11, mas, para isso, lembre-se que nas subidas e descidas íngremes seu esforço será bem maior (atletas TOPs)! A 2x10 e a 2x11 também têm sido muito utilizadas e vindo em várias bikes de competição atualmente.

Até hoje utilizei bikes MTB com 3 coroas (3x7, 3x9 e 3x10), sendo que a relação 3x10 para mim é muito boa tanto no dia a dia, como nas competições onde participo.

Fonte: VO2 Bike escrita por Gustavo Figueiredo

domingo, 18 de abril de 2021

Pneu bem cheio ou mais vazio?

A calibragem correta dos pneus da Mountain Bike ainda gera muitas dúvidas nos ciclistas, e podem ter muito impacto no seu desempenho nas trilhas.



A pressão mínima e máxima indicada na lateral dos pneus pode estar fora da sua necessidade, isso porque os fabricantes de pneus não sabem quanto esse ou aquele aro aguentam, então a pressão máxima indicada tende a ser conservadora, ficando abaixo do limite do pneu.
Muito cheio ele fica desconfortável e perde aderência, muito vazio, pode furar, torcer e até sair do aro em alguma manobra, o que fazer?



Ao rodar com a MTB na cidade, use calibragem mais alta, o asfalto é mais aderente que a terra, a bike rende mais e você evita furos e torcidas nos pneus.

Em uma calibragem exagerada, a chance do aro rachar é maior do que o pneu explodir, alguns aros são mais resistentes que outros, os modelos parede simples são os mais fracos, e um pneu muito cheio pode alterar a dimensão dele, fazendo-o abrir ou quebrar.


Aro rachado por calibragem exagerada em posto de gasolina!

Pra evitar isso, tenha em casa uma bomba grande, ela enche fácil pneus de MTB e consegue chegar a 130PSI para encher pneus de Road Bike.


Esse tipo de bomba é ideal para ter em casa, atendendo bem pneus de Road Bike e Mountain Bike, sem riscos de exagerar na pressão.

Ao pedalar no asfalto, a calibragem pode ser maior, o asfalto dá boa aderência, e o piso tem menos irregularidades, então a bike não fica tão desconfortável, e com os pneus mais cheios, a área de contato deles com o chão é menor, então a bike fica mais livre, e rende mais.


Na terra você tem exatamente o oposto, por melhor que seja o piso, tem aquela camadinha de terra fina, areia, e isso escorrega bem mais que o asfalto, principalmente nas curvas, sem falar nas irregularidades do caminho, então a calibragem mais baixa dá mais aderência e conforto, a bike pula menos.

PEDALANDO NA TERRA

Existem outros dados que você deve observar, por exemplo, os pneus com paredes laterais grossas, podem rodar com menor pressão, já os modelos com paredes finas, que muitos chamam de pneus de Kevlar, devem rodar um pouco mais cheios, pois não possuem uma estrutura muito rígida para reforçar seu formato.
Só pra ficar claro, o Klevar vai aqui dentro dessa borda substituído o arame, não no pneu todo. Ele é dobrável e muito leve, as laterais podem ter camadas de nylon mais ou menos aparente, depende da espessura da camada de borracha aqui, veja como é a composição do pneu.






Alguns pneus possuem a camada de nylon mais aparente, geralmente nos modelos com a as laterais em outra cor.

Outro fator que pede calibragens diferenciadas são os vários tipos de pisos, se é uma trilha com muita pedra, cascalho solto, a calibragem deve ser maior, porque fora as pancadas, as lascas de pedra podem furar ou cortar o pneu. Já na trilha molhada, com raízes e erosões, a calibragem mais baixa, fica mais fácil controlar a bike, aumenta a aderência.


Pedras e cascalho podem furar pneus com baixa calibragem, e nesse caso, pneus Tubeless levam vantagem.



Muitos ciclistas usam presão abaixo da mínima, principalmente quem usa pneus Tubeless, pois sem ter uma câmara de ar pra furar, a calibragem pode ser baixa, aumentando o conforto e a aderência, e o uso do selante acaba livrando o ciclista de parar pra remendar ou trocar a câmara, o furo se fecha sozinho.



Em alguns pneus, além da medida e pressão máxima, aparece também o TPI – Fios por Polegada Quadrada.



Colocando selante pela lateral do pneu.

Para encontrar a pressão ideal, você deve levar em conta o peso do ciclista, se ele pesa 70Kg, 35PSI pode ser muito, a bike pode escorregar e pular, mas se o ciclista tem 110Kg, com 35PSI fica batendo no aro no chão o tempo todo, beliscando a câmara de ar e torcendo nas manobras a baixa velocidade.



O Volume do pneu também conta, quanto maior, menos pressão terá, por isso a calibragem da MTB fica entre 28 e 40PSI para a maioria dos ciclistas, e nas Road Bikes 110PSI, aqui, cabe pouco ar, mas a pressão é enorme, já na MTB cabe muito ar – volume, mas a pressão é baixa, experimenta encher com uma bomba manual esses dois pneus, nesse são poucas bombadas fazendo muita força, e nesse são muitas bombadas, mas não tem que colocar muita força pra chegar na calibragem necessária.



Outro detalhe a se observar é a forma que você pedala, você é arrojado, arrisca mais, salta o tempo todo, então use um pouquinho mais cheio, isso pode te livrar de problemas com furos, mas se você não é tão radical, pode se valer do conforto e aderência com a calibragem mais baixa.



Na construção do pneu, sua trama interna também diz como ele irá se comportar, já viram a inscrição TPI na lateral dos pneus? TPI é Threads Per Inch, quantos fios por polegada quadrada ele tem.

Quando essa trama tem muitos fios, os pneus são mais flexíveis, se moldam melhor no piso e nos obstáculos, e isso dá mais controle ao ciclista.



As diferentes tramas de fios de nylon, com 65 fios para pneus comuns, e 120 fios (TPI) para pneus especiais e caros!

Um pneu normal tem cerca de 65 TPIs, como há espaço entre os fios, ele tem mais borracha, então é mais resistente a furos e rasgos, mas é mais pesado.
Já o pneu com mais TPIs tem 120 fios por polegada quadrada, é como um tecido revestido de borracha, e ele leva uma camada fina de borracha, bem menos que um pneu convencional, e somando isso ao Kevlar da borda de encaixe, temos um pneu bem mais leve, porém bem caro.



Notem a diferença de peso entre esses 2 pneus aro 29. Só nesse item, a bike pode ficar 1.140Kg mais leve!

Com relação a calibragem, existem aquelas tabelas com o peso do ciclista, tamanho do aro, largura dos pneus etc, mas com todas essas variáveis que mostramos, esses valores acabam sendo muito genéricos, é preciso experimentar calibragens diferentes em pisos diferentes, levando em conta essas informações que passei, assim você vai descobrir qual valor é ideal.



Em todo caso, está aí a tabela básica de calibragem, segundo os fabricantes de pneus. Dá uma conferida se é assim que você está usando!

Bom Pedal!

Fonte: pedaleria.com.br

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Hoje as alavancas Rapidfire utilizam mecanismos simples, e a manutenção é fácil de fazer.

A alavanca de mudanças Rapidfire surgiu em 1990, substituindo o thumbshifter, uma alavanca que fica em cima do guidão, e obriga o ciclista a soltar a manopla pra fazer as mudanças de marcha.



De 1990 pra cá, elas ficaram mais leves e mais simples, antes elas tinham muitas peças, e manutenção desse tipo de alavanca é relativamente fácil, e se você não lava a bike com frequência, não molha muito esses componentes, principalmente com máquinas de alta pressão, fique tranquilo, dá pra rodar alguns anos sem fazer nada.



Se você acha que as trocas de marcha estão duras comparado com o que já foram um dia, pode estar na hora de fazer a manutenção.

Esse serviço pode ser feito de 2 formas, tirando o cabo de aço e tirando a alavanca do guidão, ou deixando tudo lá, que dá menos trabalho de desmontagem e montagem, mas te obriga a fazer algumas manobras durante o serviço.


O primeiro passo então é tirar a carcaça externa ou pelo menos a tampa redonda anexa a uma das alavancas, são parafusos Phillips bem pequenos, vamos usar chaves finas.

Agora vamos aplicar o M1 pra dissolver graxa velha e sujeira. Espere alguns minutos para o desengraxante agir, seque tudo da melhor forma que puder, o ideal tirar o desengraxante lavando com água e detergente, e bater um ar pra secar bem.

Agora vem a lubrificação, no eixo principal vai óleo, pode usar o óleo de corrente, 1 gota no eixo e outra por cima, nas aberturas.

O Rapidfire utiliza uma catraca simples, quando acionamos a alavanca, uma garra avança e pega 1 dente da pequena engrenagem, então vamos lubrificar a catraca e os dentes com graxa fina para bicicletas,  com um engraxador é mais fácil, mas eu gosto de fazer esse trabalho com um pincel, porque no Rapidfirei não se coloca muita graxa.

Se você não tem experiência, não desmonte mais nada, apenas a carcaça externa e essa tampa, se soltar uma das molas, pode ficar  complicado recoloca-la. Se não quiser se arriscar, leve a bike no seu mecânico de confiança, mas lebre-se, cabos velhos, sem lubrificação e conduites muito longos, também deixam duras as mudanças de marcha!

Bom Pedal!

Fonte: pedaleria.com.br

quarta-feira, 6 de junho de 2018

App ajuda encontrar posição certa do selim

Trocar o selim ou experimentar um ajuste diferente é sempre uma tarefa ingrata por conta da dificuldade que se tem para encontrar o correto posicionamento do assento depois. Para ajudar nessa tarefa, a Morgan, fabricante norte-americana de selins, criou um aplicativo que promete facilitar a vida do ciclista.


Batizado de Morgan Saddle Adjust, a ferramenta utiliza sensores do smartphone ou do tablet para registrar o ângulo de inclinação e a posição certa do selim. Para medir o ângulo, é necessário calibrar o celular colocando-o na superfície onde a bike está e depois posiciona-lo em cima do selim para que ele indique a diferença no ângulo de inclinação. Já a posição dos trilhos do selim em relação ao canote é registrada por meio de foto.

Os dados ficam armazenados e podem ser consultados sempre que o ciclista necessitar. O app permite memorizar até três posições diferentes e pode ser adquirido por R$ 3,75 nas lojas Apple Store ou Google Play.

Confira abaixo o vídeocom um tutorial sobre como funciona o aplicativo.


Dados do autor:
Jan Pierre Correa
Ciclista amador
Instagram: @correajanpierre
Facebook: janpierrecorrea
Telefone: (47) 3056-5711

terça-feira, 5 de junho de 2018

Ajuste do selim: os problemas quando mal feito e como resolvê-los

A prática do ciclismo é mais segura, em longo prazo, quando comparada a esportes como a corrida. Boa parte das lesões que acontecem no pedal decorre de acidentes. Traumas relacionados ao esforço repetitivo são menos comuns e severos que os verificados em corredores.


No entanto, são frequentes os erros de posicionamento do ciclista sobre a bicicleta, o que acaba gerando desconforto e dores, podendo evoluir para lesões com o passar do tempo caso o problema não seja tratado e corrigido devidamente.

Um dos pontos mais importantes a ser observado na regulagem da bicicleta é o ajuste do selim.

As consequências de um ajuste do selim mal feito e como corrigir o problema.


Erro: selim muito baixo


Influência na pedalada – aumento da tensão no tendão patelar; sobrecarga da musculatura estabilizadora do quadril; pressão excessiva dos pés nos pedais, com o tornozelo muito baixo no ponto inferior da pedalada; flexão exagerada do quadril.

Lesões decorrentes – dores na parte anterior dos joelhos; dores lombares; tendinite nos glúteos; dores no quadril (atletas com lesões de labrum preexistentes).

Correção – flexão de joelhos no ponto alto da pedalada (contrarrelógio): até 110°; -flexão de joelhos no ponto alto da pedalada (estrada): até 115°.

Veja também:


Erro: selim muito alto (ou pedivela muito longa)


InfluêncIa na pedalada – estiramento excessivo dos músculos posteriores das coxas; mau posicionamento pélvico no selim; excesso de trabalho dos tornozelos.

Lesões decorrentes – irritação do trato iliotibial (ITBS); lesões nos músculos isquiotibiais; dores lombares.

Correção – extensão de joelhos no ponto baixo da pedalada (contrarrelógio): 37° a 42°; extensão de joelhos no ponto baixo da pedalada (estrada): 35° a 40°.

Fonte: www.ativo.com

sábado, 28 de abril de 2018

O tamanho do disco de freio e a influência na frenagem

Já notou que algumas bicicletas possuem discos de freio bem pequenos enquanto outras possuem discos grandes? Ainda outras bikes são mistas, com tamanhos diferentes de discos. Por que isso?


Vamos começar entendendo o objetivo de um freio: fazer as rodas girarem mais devagar ou não girarem, reduzindo ou zerando a velocidade do veículo. Para entender a quantidade de força que o freio tem de fazer em um círculo menor ou maior, você pode fazer o seguinte:

Pegue uma roda da sua bicicleta, ou simplesmente erga a roda dela e a faça girar rapidamente.
Faça pressão com um dedo sobre o aro da bicicleta, enquanto ele gira.
Agora faça a pressão novamente, porém, na lateral do cubo ou no disco de freio, com cuidado.
Foi muito mais fácil parar a roda apertando o aro, não foi? Isso acontece devido a força centrífuga gerada quando a roda gira. Sim, as centrífugas de roupas são um puro e aplicado exemplo dessa força, que entenderemos depois. Vamos entender essa força.

Desacordo de direções


Os objetos tendem a adquirir uma direção ao se movimentarem. O padrão é que esse movimento seja em linha reta, a não ser que outras coisas o afetem. Tanto que um objeto que recebe propulsão no vácuo sem gravidade continua sempre na mesma direção e na mesma velocidade, pois não há nada para o influenciar – nem gases, nem ventos, nem gravidade.

Porém, ao fazer uma curva, o objeto muda de direção, mas faz isso contra a sua ‘vontade’. Ele queria continuar se movimentando em linha reta, mas outra força ou objeto o forçou a mudar de direção. Por isso, ele tenta ‘sair da curva’, da mesma forma que um carro sai da curva se a fizer muito rápido. No caso do carro, a roda vai contra a vontade do resto do veículo fazendo-o mudar de direção.

A centrífuga de roupas usa isso para expulsar a água. Como as roupas não conseguem sair pelos furos do cilindro quando ele gira, apenas a água que está nas roupas sai, já que ela passa pelos furos e quer se deslocar em linha reta.

Numa roda girando, toda a sua massa – cubo, rolamentos, graxa, aros, raios, pneu e até o ar dos pneus – querem continuar se movimentando em linha reta. É como se eles tentassem se desprender da roda o tempo inteiro.

Agora, para entender por que é mais fácil frear pela borda da roda, faça o seguinte: pegue uma corda pequena ou um barbante e prenda um objeto que tenha peso maior que o da corda na ponta. Faça o conjunto girar, como se fosse laçar um boi. O objeto fará a corda se esticar, girar e adquirir velocidade.

Depois, mantendo o mesmo objeto, faça o objeto bater em alguma coisa sólida. Tanto o objeto como a corda vão parar imediatamente. Então, reinicie o mesmo movimento e tente fazer o conjunto parar de girar por colocar seu dedo no caminho de rotação da corda.  A parte da corda entre seu dedo e sua outra mão vai parar, mas o resto vai continuar girando.

Por que a diferença? Porque a força se desloca para fora da rotação. É como se o peso da roda fosse para a borda, tentando se soltar. Se você quer pará-la efetivamente, deve atacar o ‘problema’ na raiz: no lugar onde está a força, a borda, caso contrário, o resto vai continuar tentando girar. Por isso, discos maiores são melhores em parar a roda: eles estão mais perto do ponto onde a força está se concentrando. Mas isso tem uma implicação: a roda vai travar mais facilmente. E por isso os discos de freio não são do mesmo tamanho da roda. Eles buscam um equilíbrio no qual se possa frear a bicicleta rapidamente, mas sem travar suas rodas.


Discão na frente


É claramente perceptível o tamanho acentuado dos discos de freio de uma bicicleta de Downhill. Como estas bicicletas são mais pesadas e estão em 90% do tempo descendo morros, a força centrífuga da roda é maior. Aplicar a força no mesmo ponto da roda de uma bike normal seria pouco eficiente, visto que a força é maior, e com a velocidade alta, ela se desloca ainda mais para a borda da roda. Por isso, enquanto bikes de Cross Country usam discos de 140 e 160 mm, bikes de Downhill usam discos de 180 mm, 200 mm e até um pouco mais.

Na introdução falamos sobre bicicletas que usam dois tamanhos de disco. Sabe por quê? O motivo é que aproximadamente 70% da frenagem da bicicleta é realizada pelo freio dianteiro. Como ele fica com a parte mais dura do trabalho, ele recebe um disco maior.

Esse é um fator importante para considerar ao alterar ou trocar os freios. E na hora de frear também!

Fonte: http://www.bikegiro.com.br

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Pressão dos Pneus

Para começar, você sabe o que é PSI? Essa é a unidade de medida mais utilizada no Brasil para a calibragem de pneus. A sigla significa Pound Force per Square Inch, ou Libra Força por Polegada Quadrada, que é a resultante de uma força aplicada a uma área de uma polegada quadrada. É a unidade de medida de pressão padrão da indústria inglesa e americana.


Qual a calibragem correta?


Engana-se quem acredita que quanto mais cheio o pneu, mais a bicicleta vai render. O pneu precisa absorver as irregularidades do solo, oferecer tração e ao mesmo tempo manter o conforto para o ciclista. Quando for calibrar o seu pneu, considere o tipo e tamanho do pneu, peso do ciclista e bicicleta somados, e as condições do terreno. Sempre que for rodar com a sua bicicleta, verifique a calibragem e, caso necessário, calibre com a pressão indicada para seu peso, condição de uso e tipo de pneu.

Excesso de pressão


Uma bicicleta com o pneu muito cheio tende a perder contato com o solo em trechos irregulares e nas curvas. Outro ponto sacrificado é o conforto, a bicicleta vibra e a condução é comprometida. Também está propenso a danos nos pneus causados por pedras afiadas e perigos semelhantes da estrada. Mas há, sim, alguma vantagem quando rodando em uma superfície ultralisa, como a de um velódromo.

Pneu murcho


Um pneu muito murcho terá maior resistência de rolamento. Também estará mais propenso a furar: é o tipo de furo que chamamos de snake bite, ou seja, picada de cobra, devido ao formato do furo pelo impacto do aro contra a câmara. Um pneu murcho pode até sair do aro durante as curvas. Este é um problema particular com pneus largos em aros estreitos.

Os pneus com calibragem ideal


Com a calibragem correta, o pneu terá resistência ideal de rolamento. Um pneu inflado corretamente não terá as “picadas de cobra” em uso normal. Também irá absorver melhor as irregularidades da superfície do terreno, melhorando o conforto do piloto. Absorvendo as irregularidades da superfície, ele não irá quicar nem perder a tração.



Indicação na banda


Não se engane com a informação na banda lateral do pneu, que indica a pressão máxima recomendada. Este número informa a máxima pressão que o pneu irá suportar, porém, considere que os pneus durante o uso irão se deformar e a pressão varia com o calor, impactos e peso do conjunto bicicleta, ciclista e carga.

Fonte: http://www.revistabicicleta.com.br