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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

5 Dicas para não secar na Trilha: Mitos e Verdades

Ciclistas, como todo atleta, precisam de muito líquido. Assim começam as recomendações e teorias de quanto beber durante um passeio ou treino. Além do quanto o que beber.


As indústrias de suplementos adoram fornecer estudos e mais teorias, todas apontando para beber mais e, claro, o seu produto. Mas para clarear isso, uma revista americana consultou alguns especialistas e abaixo temos o resumo da conversa.

#1

Mito: Reponha tudo que você perder

Por muitos anos a recomendação era pesar no fim de uma corrida ou passeio de bike tanto quanto no começo, ou seja, beber tudo que você suou. Mas o corpo não consegue absorver líquidos na mesma velocidade do que perde. Portanto se você tentar fazer isso vai ter que dar umas paradinhas.

Verdade: Reponha parte do que foi eliminado por transpiração.

Beba 75% do que você sua durante uma corrida longa. Para fazer isso primeiro você precisa saber sua taxa de sudorese. Ou seja, saber quanta água você coloca pra fora por hora. Para fazer isso, basta se pesar antes e depois de um treino de uma hora. Não se esqueça de descontar a água que você tomar durante esse teste. Com esse valor em mãos, você saberá o quanto tomar de água a cada hora de treino.

#2

Mito: Beber o que der pouco antes de partir

Você só vai conseguir arrumar umas paradas a mais no caminho. Como foi dito antes o corpo demora um pouco para absorver os fluídos.

Verdade: Beba ao longo do caminho

Ingira 500 ml de alguma bebida esportiva uma ou duas horas antes da corrida. Esse tempo é o suficiente para o corpo absorver o que precisa e eliminar o resto. Depois dois ou três goles de isotônico a cada 15 ou 20 minutos durante a corrida.

#3

Mito: Cafeína desidrata

A cafeína já foi demonizada de várias maneiras, inclusive como diurética. Assim, consumi-la durante a corrida faria você perder mais líquidos e aumentar o estresse pelo calor com o aumento dos batimentos cardíacos e o metabolismo.

Verdade: Cafeína só aumenta a queima de carboidratos.

Uma pesquisa revelou recentemente que a cafeína não faz você ir mais vezes ao banheiro do que outra bebida. Também não influencia nos efeitos do calor na trilha. Ao contrário, a cafeína faz você sentir melhor. Diminui sua percepção de cansaço e faz você ir mais longe. A universidade de Birmingham, na Inglaterra, observou que ela faz os carboidratos de uma bebida para esportistas serem queimados 26% mais rápidos dos que o de uma que não tenha cafeína na fórmula. Ela faz a glucose ser absorvida mais rapidamente pelo intestino.

#4

Mito: Você precisa mais proteína

Inicialmente, as bebidas para esportistas eram essencialmente carboidratos. Mas com o tempo a proteína achou uma maneira de se enfiar no meio apoiado num estudo que dizia que a combinação dos dois melhorava a resistência, mais do que só carboidratos.

Verdade: Você precisa de muito pouca proteína.

Recente pesquisa com 10 atletas percorrendo um circuito de 80 km mostrou que o rendimento dos que usaram bebidas só com carboidrato foi o mesmo dos que usaram os combinados de carboidrato e proteína. E esses dois grupos tiveram rendimento superior aos que beberam água aromatizada. E ainda, se você é um ciclista de longa distância, muito provavelmente irá comer algo durante o trajeto, isso já será suficiente para o pouco de proteína que pode precisar.

#5

Mito: Hidratação durante o exercício é um mandamento Divino.

Ora, isso é o que as empresas que vendem isotônicos que você pense para estar sempre com a garrafinha deles na mão, mesmo que seja para uma volta no quarteirão.

Verdade: O importante é beber água todo o dia e de forma regular

O mandamento da natureza é estar em dia com a hidratação. Isso quer dizer, beber água ao longo do dia. Uma pessoa só se desidrata fazendo exercícios moderados se não tem o hábito de beber água sempre, mesmo quando não esta com sede. Se você se mantém hidratado, não correrá o risco de uma desidratação em um passeio moderado. A regrinha dos 8 copos diários é uma boa base.

Fonte: bikedica.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Barrinhas de cereal: será que são mesmo opções saudáveis?

As barras de cereal são muito procuradas e utilizadas principalmente por quem procura por praticidade e facilidade para levar e consumir em qualquer lugar. Geralmente são consumidas como uma opção de lanche, para quem quer emagrecer ou por quem pratica esportes. Mas será que essas barrinhas de cereal que compramos no mercado são realmente saudáveis?


Atualmente existem muitas variações na elaboração das barras, como por exemplo, opções com oleaginosas (castanhas, amêndoas, amendoim, macadâmia, nozes), frutas, açúcar mascavo, mel, melado, adoçantes naturais (stévia, xilitol) e cereais (aveia, chia, linhaça, flocos de arroz, quinoa, amaranto). Podem também atender a públicos específicos: não conter açúcar, glúten, proteína do leite, amendoim, lactose, entre outros. Entre tantas opções fica até difícil saber qual comprar não é mesmo?

Para ajudar precisamos entender primeiro que existem variedades entre os tipos de barras disponíveis no mercado e que podem ser classificadas como:

- Barra de cereal: são opções com fonte de carboidratos e fibras, com baixo teor de gordura. Composta por frutas, cereais (quinoa, aveia, linhaça, chia), pode ainda ter oleaginosas e adoçadas com mel, melado, açúcar mascavo, açúcar demerara ou adoçantes. As fibras são importantes para regular o trânsito intestinal, controle glicêmico e auxilia na redução do colesterol.


- Barra de frutas: são compostas por frutas (banana, damasco, ameixa, coco), ou frutas secas (damasco, tâmara) às vezes adoçadas com mel ou melado, pode ser acrescida de cacau ou chocolate ou sementes como chia e linhaça. Possui facilidade por ser fácil de transportar.


- Barra de proteínas: Associam normalmente proteínas e carboidratos. Utilizam a proteína do soro de leite (whey) ou proteínas vegetais (soja, arroz, ervilha) e podem ser possuir cacau, chocolate, carboidratos (palatinose, maltodextrina, dextrose), vitaminas e minerais. Normalmente utilizadas no pós-treino para a recuperação muscular, durante treino/provas de longa duração para garantir o aporte de proteínas ou para hipertrofia muscular para aumentar a quantidade de proteína da dieta.


- Barra de nuts: Compostas por castanhas, frutas secas (coco, damasco, banana, maçã, berries) e cereais (aveia, flocos de arroz, quinoa, linhaça, chia). São fontes de gorduras boas como ômega 3 e 6, carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e fibras. São uma boa fonte de energia e propriedade antioxidante.


- Barras energéticas: a fonte principal são de carboidratos, normalmente acrescida de pequena quantidade de proteínas (whey protein ou proteínas vegetais) e pode também conter ingredientes estimulantes como guaraná, cafeína, chá verde, cacau e ainda vitaminas e minerais. É normalmente usadas no pós-treino para rápida recuperação do glicogênio muscular ou como lanches intermediários.


Para não ficar com dúvidas ao comprar uma barrinha, a dica que dou é de sempre olhar a lista de ingredientes de cada produto. A lista funciona em ordem decrescente, ou seja, começa pelo ingrediente que contém em maior quantidade para o que o que contém em menor quantidade. Dessa forma, é melhor evitar as barras onde os primeiros ingredientes sejam os açúcares refinados, xarope de glicose, maltodextrina, gorduras trans, conservantes, corantes e etc. Lembrando que esses ingredientes são insumos baratos, e é por esse motivo pelo qual alguns produtos são mais baratos e outros mais caros.

Caso você prefira também é possível fazer a barra de cereal caseira, dessa forma você economiza e ainda sabe o que compõe, tendo um controle melhor do que consome. Confira a receita:

Barra de cereal caseira


Ingredientes:

- 2 xícaras de aveia em flocos
- ¼ xícara de gergelim
- ½ xícara de açúcar mascavo
- ¼ de melado de cana
- ¼ xícara de amêndoa
- ¼ xícara de castanha de caju
- ¼ xícara de castanha do pará
- 2 bananas d’água amassadas
- 1 colher (café) de canela em pó
- 1 colher (sopa) de óleo de coco
- Um pouco mais de óleo de coco para untar a forma

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes numa tigela até formar uma massa homogênea. Despejar a massa na forma untada com óleo de coco, alisando com uma espátula molhada para não grudar. Pré-aquecer o forno por 5 minutos a 180ºC e assar a massa por 30 minutos. Ainda quente, marcar o tamanho das barrinhas e esperar esfriar para cortar.

Rendimento: 12 barrinhas
Tempo de preparo: 40 minutos


Referências:
https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/de-cereal-proteina-frutas-nuts-veja-os-tipos-de-barras-para-pos-treino-ou-lanche.ghtml

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Cerveja e Ciclismo? Saiba o que consumir durante a pedalada

O ciclismo é uma modalidade esportiva conhecido mundialmente que teve sua prática essencialmente esportiva em meados do século XIX, na Inglaterra, no período em que surgiram aperfeiçoamentos na fabricação de bicicletas, e com isso foi possível o alcance de maiores velocidades. Com a inclusão nos jogos olímpicos, em 1896, tornou-se uma febre na Europa, já aqui no Brasil teve seu início ao final do século XIX na cidade de São Paulo, onde já era considerado o esporte da moda. Sua popularidade continua subindo no país, sendo cada vez mais praticado entre os brasileiros.


O ciclismo é um esporte que exige muito do físico do atleta, portanto a busca por uma boa performance pode levar o atleta a sempre buscar a melhor forma física, boa nutrição e treinamentos adequados. Após praticar o exercício físico, a recuperação é muito importante e isso inclui a melhor escolha do que consumir e o momento da ingestão desses nutrientes, afinal esses fatores podem afetar consideravelmente na recuperação muscular. 

Já comentamos AQUI sobre como devem ser as refeições após o treino, e hoje iremos falar sobre a ingestão de líquidos, especificamente, o consumo da cerveja após a pedalada. 

As bebidas geralmente utilizadas durante e após o exercício, podem variar de água a bebidas de reposição de eletrólitos. Essas bebidas possuem como objetivo ajudar na restauração rápida do desempenho, manutenção do açúcar no sangue e glicogênio muscular, se usados instantaneamente após o exercício. Também já comentamos sobre o consumo de água durante a prática de exercícios físicos e sabemos que a estratégia de hidratação é com o objetivo de evitar que o grau de desidratação seja acima de 2% de redução do peso corporal total. 


Apesar disso, sabe-se que o consumo de bebidas alcoólicas vem aumentando no Brasil, inclusive entre desportistas. Contudo, deve-se ter muita cautela pois ao contrário da maioria dos alimentos, o álcool contém quantidades mínimas  de vitaminas e minerais e contribui pouco ou nada para a nutrição das células do nosso corpo.


O álcool é um liquido que não pode ser estocado no nosso organismo e, por ser uma substância tóxica, deve ser eliminado imediatamente. Por isso, o álcool tem prioridades no metabolismo, alterando outras vias metabólicas, incluindo a oxidação lipídica, o que favorece o estoque de gordura que se depositam em sua maioria na área abdominal. 

Em grandes quantidades, o álcool é um agente venoso e tóxico, pode prejudicar o nosso sistema imunológico e, a longo prazo, o consumo excessivo está associado à cirrose, pancreatite, alguns tipos de câncer, acidente vascular cerebral, e acidentes. Além disso, estudos mostraram que vícios, ansiedade, depressão, amnésia e insônia estão associados ao consumo pesado de álcool.


O consumo de cerveja durante a pedalada, é extremamente perigoso pois reduz a coordenação motora e os reflexos, o que pode ocasionar acidentes. A cerveja e as bebidas alcoólicas em geral podem reduzir sua força e potência durante a pedalada e prejudicam na recuperação se for consumido depois do pedal (isso porque há uma redução da síntese das proteínas quando ingerimos o álcool e uma reidratação bem pobre, que nos faz perder água pela da urina aumentando o risco de desidratação).

Um estudo avaliando os conhecimentos e práticas dos atletas amadores de mountain bike, constatou que 12,1% dos atletas ingerem Coca Cola® e 9,1% fazem uso da bebida alcoólica (cerveja) para a hidratação. Esses resultados são extremamente preocupantes, pois o primeiro pode originar um quadro de refluxo gástrico, enquanto que o segundo promove a vasodilatação periférica e inibe o hormônio ADH elevando assim a taxa de diurese do indivíduo. 


Em relação às calorias, 1 lata de cerveja possui aproximadamente 145 Kcal, o similar a um pão francês. A densidade calórica também é alta, ou seja, o álcool possui 7 calorias por grama, enquanto que carboidrato e proteína apresentam 4 calorias por grama, aproximadamente. 

Diante disso, o ideal para ser consumido durante e após a pedalada é água e caso ultrapasse 1 hora de exercício físico pode ser utilizado alguma bebida repositora de eletrólitos. Em caso de dúvidas sobre o que consumir, quantidades e horários, consulte um profissional da área. 


Referências:

DA SILVA, Giuliano Roberto et al. Efeitos da Ingestão Alcoólica na Frequência Cardíaca, Potência e Tempo no Esforço Máximo. Saúde e Pesquisa, v. 8, n. 1, p. 79-84, 2015.

DEL MARCHESATO, Filipe de Souza; DE SOUZA, Elton Bicalho. Recomendações de Macronutrientes para ciclistas: Uma revisão bibliográfica. Cadernos UniFOA, v. 6, n. 1 (Esp.), p. 61-67, 2017.

KONTRO, Titta K. et al. Use of Alcohol and Alcohol-Related Morbidity in Finnish Former Elite Athletes. Medicine and science in sports and exercise, v. 49, n. 3, p. 492-499, 2017.

RODRIGUES, Antonio Yony F.; LOPES, Cristiane MU; LOPES, Samuel VMU. CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DOS ATLETAS AMADORES DE MOUNTAIN BIKE. Revista Interfaces: Saúde, Humanas e Tecnologia, v. 1, n. 3, 2013.
SHIRANIAN, Afshin et al. The effect of different beverage consumption (Dough, non-alcoholic beer, carbohydrated replacement drink) on performance, lipids profile, inflammatory biomarkers after running-based anaerobic sprint test in Taekwondo players. International journal of preventive medicine, v. 4, n. Suppl 1, p. S5, 2013.

https://revistaridebike.com.br/2016/11/16/afinal-alcool-faz-mal-mesmo-aos-ciclistas/

quinta-feira, 17 de maio de 2018

15 alimentos que podem ajudar a combater as Cãibras

A câibra  pode ser definida como uma contração contínua, involuntária, dolorosa e localizada de um músculo, que pode durar de alguns minutos a alguns segundos. Tal condição pode estar associada a vários fatores como: uma forte contração voluntária, exercício físico, durante o sono, gravidez, entre outros. A cãibra muscular associada ao exercício é uma das condições mais comuns que ocorrem durante ou imediatamente após o exercício.


As causas e o motivo pelo qual ocorrem essas reações involuntárias ainda são desconhecidas, e existem várias teorias para explicar o surgimentos das cãibras musculares. O tratamento mais conhecido para aliviar o desconforto ocasionado pelas câimbras é esticar o músculo afetado ou realizar massagens locais. Em nível de prevenção pode envolver o aquecimento correto antes da atividade física e hidratação adequada. 


Apesar disso, sabe-se que alguns nutrientes contido nos alimentos também apresentam relação com as câibras como a perda de sais, deficiência de vitaminas, desidratação, entre outros. (Para saber mais sobre a importância da água na atividade física Clique Aqui).

Pensando para auxiliar na prevenção é interessante consumir alimentos que são ricos em vitamina A, B, C, cálcio, magnésio e repositores de sódio como por exemplo a água de coco. Esses alimentos possuem a capacidade de garantir uma ótima contração muscular e, assim, diminuir os riscos de câimbras musculares.

Confira alguns alimentos que podem ajudar nas cãibras:


1. Banana: rico em potássio
2. Abacate: rico em potássio
3. Espinafre: rico em potássio
4. Damasco seco: : rico em potássio
5. Feijão: rico em potássio
6. Amêndoas: rico em magnésio
7. Tâmaras: rico em magnésio
8. Aveia: rico em magnésio
9. Semente de abóbora: rico em magnésio
10. Semente de girassol: rico em magnésio
11. Leite e derivados: rico em cálcio
12. Brócolis: rico em cálcio
13. Sardinha: rico em cálcio
14. Grão de bico: rico em cálcio
15. Semente de chia: rico em cálcio


Algumas dicas que podem te ajudar: 1) Manter a hidratação durante a pedalada, de preferência com água; 2) Descansar os músculos após um treino intenso; 3) Manter uma alimentação equilibrada consumindo frutas, verduras e legumes diariamente; 4) Variar sempre os alimentos que consome para obter todos os nutrientes necessários.


Referências:
BORDONI B, Dulebohn SC. Muscle Cramps. [Updated 2018 May 4]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2018 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499895/
FRANÇA, Guilherme Fernando Trigo. Cãibras Musculares Associadas ao Exercício e Nutrição: Mitos e Factos: Monografia: Exercise-Associated Muscle Cramps and Nutrition: Myths and Facts. 2010.
https://ideianutri.com/2015/07/17/12-alimentos-que-combatem-as-caibras-musculares/
http://www.educacaofisica.com.br/ciencia-ef/nutricao-hidratacao/quais-alimentos-e-bebidas-ajudam-a-evitar-as-temiveis-caimbras/

quinta-feira, 10 de maio de 2018

7 sugestões do que comer após a pedalada

A prática do exercício físico tem aumentado e se tornando cada vez mais frequente, isso ocorre devido aos diversos benefícios que esse hábito pode trazer para saúde. Entre os vários tipos de exercícios físicos, o ciclismo é uma das modalidades esportivas mais completas, com inúmeras vertentes e disciplinas.


Durante a prática esportiva ocorre um aumento do gasto energético em nosso corpo. A rotina exaustiva de treinamentos leva à alterações consideráveis nas necessidades nutricionais dos ciclistas. Dessa forma, a alimentação equilibrada durante os períodos de treinamento, pré-competição e competição, é muito importante e imprescindível para maximizar o desempenho, permitir a recuperação e auxiliar na manutenção da saúde.


Diante disso, a nutrição pós-treino e a atividade física apresentam uma relação direta, afinal é através de uma alimentação saudável com a ingestão de todos os nutrientes, além da hidratação, que é possível gerar alterações metabólicas importantes e consequente aumento da performance e do rendimento físico. As estratégias dietéticas também objetivam a otimização do desempenho para atenuar o impacto negativo do exercício exaustivo na saúde, como a  desidratação, inflamação ou estresse oxidativo.


A alimentação pós-treino possui como objetivo  o restabelecimento das reservas hepáticas e musculares de glicose e a otimização da recuperação muscular, que podem ser obtidos com o consumo de proteínas de alto valor biológico e de carboidratos de alto índice glicêmico imediatamente após o treino.  As refeições após o exercício físico devem fornecer energia e nutrientes adequadas às características do esforço e devem ser de  alta digestibilidade, ricas em carboidratos e moderadas em proteínas e lipídeos (gordura).

Confira abaixo algumas sugestões:


Opção 1: Leite + 1 fruta + Aveia em flocos (caso não consuma leite pode substituir por leite vegetal, por exemplo o leite de coco)
Opção 2: Iogurte natural + Salada de frutas + Granola sem açúcar
Opção 3: Panqueca de banana (receita abaixo)
Opção 4: Sanduíche de pão integral + Atum (se for de lata escolha a opção em óleo) + Cenoura ralada + Alface + Tomate
Opção 5: Bolacha de arroz + Pasta de amendoim + Iogurte natural
Opção 6: Batata doce + Frango + Salada 
Opção 7: Aipim + Omelete + Salada

Receita: Panqueca de banana


Ingredientes:
– 1 ovo 
– 1 colher de chia
– 1 colher de linhaça 
– 1 colher de farinha de tapioca
– 1 banana amassada 
– Canela a gosto 

Modo de Preparo: 

Misture tudo com um garfo. Coloque em uma frigideira antiaderente e sem riscos, deixe cozinhar nos dois lados e pronto. 


Após a prática de exercício físico é interessante que a refeição seja o mais equilibrado possível com uma combinação dos macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras). As quantidades desses nutrientes vão depender de fatores como: o seu objetivo (emagrecimento, ganho de massa muscular, manutenção e recuperação, etc.), além da intensidade, duração e tipo de exercício praticado. Para  ajustes individuais com plano alimentar de acordo com o seu objetivo, procure o profissional Nutricionista.


Referências:
BENNEMANN, Gabriela Datsch et al. Estratégias de alimentação, hidratação e suplementação, em período de treinamento e competição de triatletas no Ironman 140.6 e 70.3 brasil. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 70, p. 160-169, 2018.
MORAIS, Andréa de Cassia Lemos; DA SILVA, Luana Luiza Machado; DE MACÊDO, Érika Michelle Correia. Avaliação do consumo de carboidratos e proteínas no pós-treino em praticantes de musculação. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 8, n. 46, 2014.
FERREIRA, Fernanda Louise; DALAMARIA, Luciele Pereira; BIESEK, Simone. Acompanhamento nutricional de adolescentes ciclistas profissionais da cidade de Curitiba-PR. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 8, n. 46, 2014.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Saiba como usar a beterraba para aumentar o seu desempenho esportivo

Existem vários fatores que podem limitar o desempenho adequado durante a prática esportiva como a diminuição dos estoques de carboidratos (açúcares); a queda da glicemia (concentração de açúcar no sangue); e a desidratação. 


Estudos mostram que o suco de beterraba pode melhorar a tolerância aos exercícios de alta intensidade, como o ciclismo. O suco de beterraba é um aliado aos praticantes de exercícios físicos, e a ingestão deste alimento tem sido associada a um melhor desempenho e maior tolerância à fadiga durante o exercício.

A beterraba é um tubérculo rico em fibras, vitaminas (ácido fólico, vitaminas A, C, B6, niacina e biotina) e minerais (ferro, magnésio, selênio, potássio, cálcio, zinco, fósforo e sódio) e possui alto valor nutricional, em sua maior parte devido ao seu conteúdo de carboidratos. 


A beterraba é ainda fonte de compostos bioativos, incluindo compostos fenólicos, saponinas e, principalmente as betalaínas, que são responsáveis pela cor característica deste alimento. Estudos apontam a capacidade antioxidante das betalaínas e compostos fenólicos presentes na beterraba, indicando um papel protetor desses compostos em relação aos processos oxidativos. 

A beterraba possui ainda a capacidade de melhorar a perfusão sanguínea, ou seja, dilatar os vasos sanguíneos e fazer com que o sangue circule com mais facilidade pelo nosso corpo, podendo assim melhorar o desempenho em atividades físicas principalmente aeróbicas. Tal benefício ocorre devido a presença de um nutriente chamado nitrato inorgânico, que no nosso corpo se converte em nitrito e aumenta o óxido nítrico, responsável por dilatar os vasos. 


Para conseguir este efeito é importante que a beterraba seja utilizada crua (cozida perde este efeito) e sem a presença de substâncias ácidas como as frutas cítricas, pois a conversão no nutriente dilatador também será inibida. As folhas verdes como espinafre, agrião, aipo, alface, salsinha e rúcula também possuem nitrato inorgânico.

Esse suco pode ser consumido antes de ir pedalar otimizando a performance, melhorando o ganho de massa muscular e auxiliando na recuperação muscular após o exercício. Se for consumir logo antes do treino/pedalada, pode ser coado para evitar o desconforto gástrico devido ao excesso de fibras. 

Suco de beterraba


Ingredientes:
1 beterraba crua pequena (de preferência orgânico)
2 rodelas de gengibre
4 a 5 morangos 
Canela em pó a gosto
300ml de água de coco ou água

Modo de Preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador e ingerir em seguida. 

Dê sempre preferência a beterraba e o morango orgânicos, pois esses alimentos são os que mais absorvem agrotóxico. Caso não seja possível obter orgânico, prefira as de menor tamanho e com formatos mais naturais.

O consumo frequente e diário de frutas, verduras e legumes apresentam efeitos benéficos na saúde reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas e cardiovasculares. Desta maneira consuma o suco de maneira equilibrada, sem exageros e variando sempre os alimentos. Para ajustes individuais, dúvidas e orientações consulte sempre o profissional Nutricionista.


Referências:
JONES, Andrew M. Dietary nitrate supplementation and exercise performance. Sports Medicine, v. 44, n. 1, p. 35-45, 2014.
PEREIRA, Maykeel Avila; TAVARES, Marcelo Rodrigo; SILVA, Roberta Bessa Veloso. Efeitos do suco de beterraba na performance de exercícios de endurance. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 8, n. 47, 2014.
SILVA, Davi Vieira Teixeira da et al. Physicochemical, nutritional, and sensory analyses of a nitrate-enriched beetroot gel and its effects on plasmatic nitric oxide and blood pressure. Food & Nutrition Research, v. 60, n. 1, p. 29909, 2016.
https://www.nutripririciardi.com/single-post/2015/10/08/O-milagroso-suco-de-beterraba


Dados do autor:
Leticia Weber
Nutricionista – CRN 6410P
Whatsapp: (47) 99216–7797

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Água e esportes: Qual é a importância de se manter hidratado?

A água é o maior componente único do nosso corpo e corresponde entre 60 a 70% do peso corporal total de um adulto. O nosso corpo não tem capacidade de armazenar água, portanto, a quantidade de água perdida a cada 24 horas deve ser reposta a fim de manter a saúde corporal.


Na maioria dos casos a dose de água diária recomendada para adultos, incluindo os alimentos e todos os outros líquidos, é de aproximadamente de 3,7 litros para homens e de 2,7 litros para mulheres, porém, essa quantidade pode variar de acordo com tipo de atividade e de fatores individuais, como condicionamento físico, idade, modalidade praticada, estresse ambiental, clima, peso corporal, entre outros.


A água corporal total é maior em atletas do que em não atletas. Esse grupo possui uma maior necessidade de ingestão de líquidos devido à perda de água através do suor pelo aumento do gasto energético. Durante a prática esportiva, a taxa de transpiração oscila entre 1 e 2 litros de líquidos por hora de exercício. Essa redução de água no corpo resulta em perda de peso, diminuição na capacidade de queima de gorduras, diminuição do volume plasmático e aumenta a osmolaridade, o que sugere que o indivíduo já está em processo de desidratação. A desidratação reduz o tempo em que o exercício pode ser aguentado o que pode levar à diminuição do rendimento afetando o seu desempenho aeróbio.

Como saber se você está desidratado:


  • Desidratação leve a moderada: fadiga, perda de apetite e sede, pele vermelha, intolerância ao calor, tontura, oligúria (diminuição e a ausência da produção de urina) e aumento da concentração urinária. 
  • Desidratação grave: dificuldade para engolir, perda de equilíbrio, a pele se apresenta seca e murcha, olhos afundados e visão fosca, disúria (dificuldade para urinar que pode ser acompanhada de dor), pele dormente, delírio e espasmos musculares.


Estudos apontam que quando o atleta vai competir com desidratação ele já entra em desvantagem na competição e ressaltam os benefícios no desempenho de atletas em treinamento ou em competição quando estes estão bem hidratados.

A estratégia de hidratação durante a prática do exercício físico é com o objetivo de evitar que o grau de desidratação seja acima de 2% de redução do peso corporal total, para isso, o atleta deverá ser monitorado em alguns treinos para avaliar o seu grau de desidratação.


A adequada hidratação durante a atividade física pode garantir o desempenho esperado e evitar problemas de saúde. Como ingerir água durante a prática esportiva:

  • 2 horas antes de pedalar: ingerir 500ml de líquidos de forma a promover uma hidratação adequada com tempo suficiente para excreção da água ingerida em excesso;
  • Durante o exercício: ingerir líquidos em intervalos regulares e respeitando a sua sede para conseguir repor a quantidade próxima à água que foi perdida através do suor;
  • Exercício com duração entre 30 minutos a 1 hora: ingerir água pura ou de líquidos com carboidratos e eletrólitos, pois apresentam poucas diferenças de desempenho nesses casos;
  • Exercício com duração superior à 1 hora: ingerir entre 600 a 1200ml de líquidos por hora de exercício, deve-se avaliar a adição de quantidades adequadas de carboidratos e eletrólitos, para isso procure um profissional da área.


O que ingerir?


A água é uma ótima opção de reidratação por ser disponível e barata, entretanto, para as pedaladas de mais de uma hora de duração poderá apresentar as desvantagens de não conter sódio e carboidratos, favorecendo a desidratação voluntária e dificultando o processo de equilíbrio hidroeletrolítico, para isso é necessário o uso de isotônicos para uma hidratação mais adequada.

A desidratação decorrente do exercício pode ocorrer não apenas por conta da transpiração como também, à ingestão insuficiente/deficiente de alimentos ou de líquidos, portanto, é importante ressaltar sobre a importância da alimentação equilibrada, a adequada ingestão de líquidos e o acompanhamento com profissionais da saúde. 

Referências:
BENNEMANN, Gabriela Datsch et al. Estratégias de alimentação, hidratação e suplementação, em período de treinamento e competição de triatletas no Ironman 140.6 e 70.3 brasil. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 70, p. 160-169, 2018.
HERNANDEZ, Arnaldo José; NAHAS, Ricardo Munir. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 15, n. 3, supl. 0, p. 3-12, 2009.
LEAL, Bruna Danielle et al. Avaliação da hidratação e hábito intestinal de atletas de Handebol feminino. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 70, p. 170-177, 2018.
http://www.educacaofisica.com.br/noticias/importancia-do-consumo-de-liquidos-na-atividade-fisica/
http://blog.assosbrasil.com/7-dicas-de-hidratacao-para-ciclistas/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Termogênicos: 7 alimentos que são termogênicos naturais

Os termogênicos são substâncias que têm como objetivo manter o metabolismo acelerado. Definem-se como termogênico os suplementos nutricionais ou alimentos que resultam em aumento do metabolismo, aumento do gasto energético, redução da absorção de gordura, perda de peso, redução do apetite, entre outros. Determinados alimentos ou suplementos podem proporcionar efeito termogênico o qual promove aumento do gasto energético. Estudos apontam também que os termogênicos podem auxiliar no ganho de massa muscular e melhorar a resistência muscular otimizando o desempenho físico.
Hoje iremos falar sobre os alimentos que devido a sua composição, são naturalmente termogênicos.


Canela: é antioxidante e interessante para aumentar o metabolismo basal. Possui ainda magnésio, ferro, cálcio e fibras em sua composição. Atenção: o uso da canela não é aconselhado para mulheres grávidas, mulheres que estão amamentando, e não é recomendado o excesso para pessoas hipertensas e/ou com problemas de fígado ou rins. 


Goji Berry: apresenta ação antioxidante, atua na proteção solar da pele, combate à celulite, pode reduzir o estresse oxidativo, ajudar na perda de peso, auxilia na redução da fadiga.


Café: apresenta potencial de aumentar a performance das atividades esportivas, com maior ênfase àquelas de características aeróbias (como o ciclismo, por exemplo). Quando consumida na quantidade correta essa substância pode trazer benefícios no desempenho esportivo e nos sintomas da fadiga neuromuscular.


Chá verde: além da cafeína e dos benefícios já citados acima, o chá verde possui componentes como tanino, vitaminas e catequinas. As catequinas possuem propriedades antiangiogênicas que podem impedir o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade.


Chá de hibisco: além de ser termogênico, esse chá auxilia no processo digestivo e evita a retenção de líquidos, possui ainda efeito vasodilatador e cardioprotetor.


Pimenta: a pimenta é o segundo condimento mais usado no mundo, atrás somente do sal de cozinha. Esse condimento possui em sua composição a capsaicina, que tem propriedades de aumentar o metabolismo energético; diminuir o acúmulo de gordura corporal; elevar a temperatura do corpo; elevar o oxigênio e assim, acelerar o metabolismo lipídico.


Gengibre: além de ter efeito termogênico o gengibre melhora a circulação sanguínea, previne coágulos, possui ação antibiótica, antioxidante, antidepressiva e é um anti-inflamatório natural. O gengibre pode ser usado ainda contra gripes, resfriados, alivio das dores de garganta e dores nas articulações.


Os alimentos termogênicos só cumprem sua função de aumentar a queima calórica se você praticar atividade física, portanto, é essencial um estio de vida saudável com uma alimentação equilibrada. Para ajustes individuais, dúvidas e orientações consulte sempre o profissional nutricionista.

Referências:
Barreto, Elisa Del Castillo; BORTOLINI, Vera Maria de Souza. Gengibre: benefícios para a saúde. 13ª Mostra de Iniciação Científica, v.1, 2016.

MIRANTE, Lilian Barreto et al. Diferenças entre o teor de cafeína identificada com a declarada nos rótulos de suplementos termogênicos e energéticos. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 11, n. 68, p. 954-962, 2017.

PEÇANHA, Allan Maycon Monguini; FRIGERI, Ricardo; SILVA FILHO, José Nunes. Suplementos termogênicos: evidências sobre a sua eficácia na redução da gordura corporal. Revista Brasileira de Nutriçao Esportiva, v. 11, n. 65, p. 544-553, 2017.

PUJOL, Ana Paula. Manual de nutricosméticos: receitas e formulações para a beleza. Camboriú, SC: Ed. Do Autor, 2012.

THEODORO, Katiele Martins; D'MORAES, Mariane Roberta Pena. Desenvolvimento de iogurte com propriedades termogênico pré treino. Revista de Iniciação Científica da Universidade Vale do Rio Verde, v. 7, n. 2, 2018.

https://www.adrianalauffer.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Alimentação & ciclismo: Sugestões de café da manhã antes da pedalada

Durante a prática de exercício físico o nosso organismo deve ser suprido constantemente com energia para conseguir realizar suas funções e é por este motivo que a alimentação é essencial para o praticante de ciclismo. As proteínas, carboidratos e as gorduras são as possíveis fontes de energia para a contração muscular durante o exercício. As quantidades e como irão ser utilizadas essas fontes de energia irão depender da intensidade e duração do exercício, nível de treinamento e a individualidade de cada praticante. 


O principal objetivo dos carboidratos em nossa alimentação é de garantir energia para o nosso organismo. Os carboidratos são essenciais para manter os níveis adequados de glicose que vão para os músculos em atividade, o que resulta em um melhor desempenho físico. Os alimentos que deverão ser consumidos vão depender do horário que você for pedalar. 


Até 40 minutos antes do exercício você deverá consumir os carboidratos de rápida absorção (carboidratos simples), que são aqueles absorvidos de forma rápida pelo organismo, eles são facilmente quebrados durante o processo da digestão. Entre 40 minutos à 1 hora antes do exercício deverá consumir os carboidratos complexos. Os carboidratos complexos são absorvidos de forma mais lenta, portanto, aumentam a glicose de forma lenta e gradual. 


Até 40 minutos antes do exercício:

Pão branco + Geleia 
Tapioca + Queijo branco + Suco de fruta
Torrada + Mel
Iogurte + Frutas
Banana

Entre 40 minutos a 1 hora antes do exercício:

Salada de frutas + Aveia em flocos
Sanduíche de pão integral com atum + Suco de laranja
Batata doce + Canela 
Banana + Cacau em pó + Pasta de amendoim

Através da alimentação adequada e balanceada será possível você ter uma melhor performance durante o exercício físico.

Referências:
MAHAN, Kathleen.; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 12ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2011.
www.nutricaoemfoco.com
www.pedaleria.com.br